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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Apesar do MEC negar, estudantes comprovam alteração dos seus dados na inscrição do Sisu 2011

Apesar de o MEC negar a alteração dos dados, estudantes comprovaram, com a impressão de imagens capturadas do site, que seus dados foram acessados e até modificados por concorrentes. Além de terem acesso a telefones, e-mail, notas e número de inscrição de terceiros, muitos candidatos reclamaram que tiveram suas opções de curso alteradas entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça.

Antes de conseguir acessar sua página no Sisu, Lucas Guilhon teve acesso a dados dos candidatos Julio Cesar Ferreira Francisco e Juliana Souza dos Santos, das 20h34m às 20h42m de segunda-feira. Após finalmente conseguir fazer a inscrição no curso de Sistema da Informação na UniRio, às 21h42m, Lucas consultou novamente o sistema às 22h32m e, para sua surpresa, sua primeira opção fora mudada para Relações Internacionais na Unifesp, em Osasco (SP).
- Quando entrei novamente, minhas opções haviam sido alteradas aleatoriamente. A segunda opção, Meteorologia na UFRJ, foi mudada para Administração na Universidade Federal de Roraima. Isso é, no mínimo, criminoso. Alguém tem acesso a meus telefones e e-mail. Cadê o sigilo? Penso em entrar na Justiça - disse Lucas.
Juliana Souza levou um susto ao saber que seus dados haviam sido vistos por terceiros. A surpresa foi maior ao ser informada de que os cursos pelos quais optou ao fazer a inscrição haviam sido alterados para Cinema na UFF e Engenharia Civil na Universidade Federal do Paraná.

- Quando abri o site do Sisu pela primeira vez, não tinha feito nem a inscrição e apareceu que eu havia escolhido uma universidade no Ceará. Depois, entrei na página de uma Elen. Finalmente consegui me inscrever em Pedagogia e Letras, ambas na UFRJ. E tenho comprovado, pois imprimi - disse Juliana. - Sinto-me totalmente lesada, pois tiveram acesso a meus dados e alguém alterou minhas opções. Isso é maldade, uma pouca vergonha. Vou processar o MEC.

Carlos Eduardo Paz, defensor-chefe da Defensoria Pública da União (DPU) no Ceará, orienta os candidatos a imprimir cada passo da inscrição e, se se sentirem lesados, procurem a DPU do seu estado. Ele diz que juntará as reclamações dos estudantes a uma ação civil pública ajuizada em agosto de 2010, quando dados pessoais como CPF, RG e notas de quase 12 mil estudantes inscritos no Enem entre 2007 e 2009 ficaram visíveis no site do Inep.

O Sisu é operado pela Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), subordinada à Secretaria Executiva do MEC. Paim Fernandes, o secretário-executivo, e o ministro Fernando Haddad ficaram por seis horas na sala de informática na segunda-feira, de 19h à 1h, coordenando o trabalho dos técnicos. O investimento em informática nos últimos dois anos foi de R$ 15 milhões.(Yahoo)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Justiça determina que todos os candidatos poderão refazer o Enem


MEC iria reaplicar o exame apenas para grupo restrito de alunos que receberam cadernos errados, mas juíza emitiu liminar concedendo direito a quem se sentiu prejudicado

Uma liminar concedida nesta quarta-feira pela Justiça Federal no Ceará permite que todos os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que tenham sido prejudicados pelos erros nas provas amarelas e nas folhas de resposta possam refazer a avaliação. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal no estado, que já havia solicitado a anulação do exame. Ainda não foi marcada a data da segunda prova.

O Ministério da Educação (MEC) pretendia reaplicar o Enem apenas para um grupo restrito de alunos que receberam cadernos de prova amarelos, que não continham todas as 90 questões por um erro de montagem.
Com a decisão da juíza Karla Maia, o direito de refazer o exame se estende a todos os alunos que tenham sido prejudicados pela troca dos cabeçalhos das provas na folha de respostas. As questões de 1 a 45 eram de ciências da natureza e as de 46 a 90, de ciências humanas, mas estavam identificadas de forma invertida. O erro ocorreu em todos os cartões distribuídos aos 3,3 milhões de participantes. O MEC ofereceu aos alunos que marcaram as respostas ao contrário a possibilidade de solicitar a correção invertida.

“Cada estudante prejudicado por essas falhas, seja a inversão da ordem do cabeçalho do cartão-resposta, seja o erro de impressão no caderno de prova de cor amarela, merece ter assegurado o direito subjetivo de se submeter a uma segunda prova”, defendeu a juíza. A Justiça recomenda que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) disponibilize no site do Enem um espaço para que os alunos que queiram participar da segunda prova façam requerimento. Essa área, segundo a juíza, deve ficar aberta até 26 de novembro.

O MEC e o Inep informaram que ainda não foram notificados da decisão.(O Fluminense)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Lula diz que, se necessário, governo fará nova prova do Enem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que, se for preciso, o governo fará nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Aplicado no último fim de semana para mais de 3 milhões de estudantes, o exame apresentou erros de impressão nas folhas de resposta e nas provas do sábado.

"Nós vamos fazer uma investigação e duas coisas estarão garantidas à juventude brasileira: a Polícia Federal vai fazer todas as investigações para saber o que aconteceu efetivamente e nenhum jovem vai ficar sem cursar a universidade. Se for necessário fazer uma prova, faremos. Se for necessário fazer duas, faremos. Se for necessário fazer três, faremos, mas o Enem continuará a ser fortalecido", afirmou. 

Lula disse que os problemas enfrentados no exame com o tempo serão resolvidos e o sistema aperfeiçoado. Devido aos problemas, a juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal, determinou a suspensão do Enem em todo o país. 

Pela decisão também estão suspensos o recebimento de requerimentos administrativos de qualquer aluno prejudicado ou não, seja por preenchimento do cartão resposta, providências administrativas de guarda e tratamento do material utilizado no exame, e ainda, a realização das etapas que antecederem a publicação do resultado final. 

PROBLEMAS
 
No sábado (6), primeiro dia de prova, parte dos exemplares saiu com folhas repetidas ou erradas. Nesses casos, os alunos não receberam todas as questões. Já no cabeçalho da folha de respostas recebida por todos os alunos, o espaço para o gabarito das questões de ciências da natureza estava incorretamente identificado como ciências humanas. 

Ontem, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Joaquim José Soares Neto afirmou que o problema nas provas amarelas ainda está sendo dimensionado. Ao todo, as provas são divididas em quatro cores. Uma estimativa preliminar e extraoficial é que cerca 2.000 estudantes tenham feito a prova incompleta. 

A suspensão do Enem já havia sido defendida pela seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pela Defensoria Pública da União. 

Na noite de sábado (6), Soares Neto repetiu em diversas ocasiões de uma entrevista coletiva concedida em Brasília que não havia possibilidade de o exame ser anulado. 

Ao todo, o Enem teve 4,6 milhões de inscrições neste ano. Porém, a abstenção foi de 27% no sábado e fechou o domingo em 29% --cerca de 3,3 milhões compareceram em 1.698 cidades do país. 

No ano passado, quando a prova vazou e foi adiada, a abstenção ficou próxima dos 40%. 

A previsão do MEC (Ministério da Educação) é que os inscritos no exame concorressem a 83 mil vagas em 83 instituições federais de ensino, por meio do Sisu (sistema que destina vagas em instituições federais apenas com base na nota do Enem).(Folha de São Paulo)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MEC ameaça alunos com ação na Justiça

Eles teriam usado celular na hora da prova do Enem. Exame amarelo pode ser reaplicado.

Rio - O vazamento de informações sobre o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) através de mensagens postadas em redes sociais na Internet levou o Ministério da Educação (MEC) a adotar uma medida extrema ontem no segundo dia de prova. O ministério ameaçou, via Twitter, processar todos os alunos que supostamente fizeram uso do miniblog para divulgar dados sobre a prova de dentro da salas onde o teste estava sendo aplicado.


Depois do primeiro dia de confusão com a inversão do cabeçalho do cartão-resposta e falhas de impressão na prova da cor amarela, o MEC admitiu ontem que poderá aplicar novo exame dias 6 e 7 de dezembro, quando será aplicado nos presídios, mas somente para quem teve problema com questões repetidas ou ausentes.

Estudantes revoltados

No primeiro caso, o ministério prometeu corrigir de forma invertida a prova dos candidatos que informarem o erro pela Internet. Revoltados, estudantes deram nota zero para o MEC. “Eles vão ter que assumir o erro e tomar providências”, criticou Carlos Júnior, 17 anos. Como ele, os colegas Luciana Camargo, 18, Filipe Dias, 17, e Carlos Douglas, 17, esperam não ser prejudicados pela falha na impressão da prova.


“Não é a primeira vez. Ano passado, vazou o gabarito e atrasou o início das aulas. Sem contar que é dinheiro jogado fora”, disse Douglas. O grupo fez prova na Unisuam, em Bonsucesso. Mesmo com proibição de celulares, muitos burlaram a fiscalização e se vangloriavam de transmitir “ao vivo” na internet. Tiraram fotos da prova e pediam ajuda para responder às questões.

Jovens monitorados

Em Recife, um repórter entrou no banheiro com o celular e mandou mensagem de texto ao jornal em que trabalha informando o tema da redação. O Inep encaminhou o caso à Polícia Federal. Pelo Twitter, a assessoria do MEC mandou um aviso: “Alunos q (que) já ‘dançaram’ no Enem tentam tumultuar com msgs (mensagens) nas redes sociais. Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los.” De acordo com o MEC, após a ameaça, as mensagens pararam. O presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, negou falhas de segurança: “Não tem como o fiscal ver telefone escondido”.


Faltaram algumas questões

Pelo menos 20 mil estudantes receberam o caderno de provas da cor amarela com questões faltando. “Estava cheio de erro de digitação e sem algumas perguntas”, reclamou Gustavo Paulo Gomes, 19 anos, que sonha cursar Engenharia.


Para evitar cola, havia quatro versões de prova, cada uma identificada por uma cor: azul, amarelo, branco e rosa. As questões são as mesmas, mas organizadas em ordem distinta. Como há reserva de 10% de provas, o Inep acredita que a maioria recebeu outro caderno de questões e não precisará refazer o exame. “A missão foi cumprida”, disse o presidente do Inep, Joaquim Soares Neto, que classificou o exame como “um sucesso”.

Quem se sentir lesado deve procurar o Ministério Público Federal (MPF). A recomendação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Serviço:

COMO FAZER
Descreva o problema e e anexe documentos, como o cartão de inscrição. Denúncia na Av. Nilo Peçanha 31, Centro, ou pelo site (www.prrj.mpf.gov.br). Dúvidas: 3971-9300. A Defensoria Pública da União fica na Av. Gal. Justo, 365. Telefone (21) 2517-3301 .

RECLAME

No MEC: Site: portal.mec.gov.br; Twitter: twitter.com/MEC_comunicacao#; tel. do chefe de gabinete do ministro: (61) 2022-7842

No INEP: Site: www.inep.gov.br; Twitter: twitter.com/inep_imprensa; tel. do gabinete do presidente do Inep: (61) 2022-3605
(Jornal O Dia)