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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Duas pessoas foram indiciadas por novo vazamento no Enem na BA

Uma professora do município de Remanso, viu o texto de apoio da redação cerca de duas horas antes da prova

No final da terça-feira, 23, duas pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal por causa de vazamento nas provas aplicadas no Exame Nacional do Ensino Medio (Enem). Elas são acusadas de violação de sigilo funcional. Segundo a investigação, uma professora do município de Remanso, no Estado da Bahia, viu o texto de apoio da redação cerca de duas horas antes da aplicação da prova.

De acordo com a polícia, a apuração que durou 10 dias, apontou que a professora municipal de Remanso, aplicadora da prova no colégio Ruy Barbosa, na mesma cidade, leu o título do assunto da redação durante a abertura do caderno de provas que era destinado a deficientes visuais, no dia 07 de novembro, 2 horas antes da aplicação das provas.

A professora afirmou, em confissão, que após folhear o caderno de provas, ligou para a casa de sua sogra e repassou ao marido o tema da redação "O Trabalho e Escravidão". Porém, o título era de um texto motivador da redação, pois o tema efetivo do exame era "O Trabalho na Construção da Dignidade Humana".
O marido da professora pesquisou o tema na internet e ligou para o filho, que estava em Petrolina (PE), explicou o vazamento sem contar como soube da informação. O filho, que faria a prova, consultou os professores de redação sobre como fazer a prova com o tema que fora passado pelos pais.

Um dos professores procurados pelo candidato denunciou o fato. A Polícia Federal em Juazeiro (BA) fez a investigação, realizou a quebra de sigilo telefônico dos envolvidos e confirmou a versão dada pelos envolvidos, que confessaram o crime.

Os pais foram indiciados por violação de sigilo funcional e podem ser punidos com 6 anos de prisão.(Estado de São Paulo)

 

 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Justiça determina que todos os candidatos poderão refazer o Enem


MEC iria reaplicar o exame apenas para grupo restrito de alunos que receberam cadernos errados, mas juíza emitiu liminar concedendo direito a quem se sentiu prejudicado

Uma liminar concedida nesta quarta-feira pela Justiça Federal no Ceará permite que todos os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que tenham sido prejudicados pelos erros nas provas amarelas e nas folhas de resposta possam refazer a avaliação. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal no estado, que já havia solicitado a anulação do exame. Ainda não foi marcada a data da segunda prova.

O Ministério da Educação (MEC) pretendia reaplicar o Enem apenas para um grupo restrito de alunos que receberam cadernos de prova amarelos, que não continham todas as 90 questões por um erro de montagem.
Com a decisão da juíza Karla Maia, o direito de refazer o exame se estende a todos os alunos que tenham sido prejudicados pela troca dos cabeçalhos das provas na folha de respostas. As questões de 1 a 45 eram de ciências da natureza e as de 46 a 90, de ciências humanas, mas estavam identificadas de forma invertida. O erro ocorreu em todos os cartões distribuídos aos 3,3 milhões de participantes. O MEC ofereceu aos alunos que marcaram as respostas ao contrário a possibilidade de solicitar a correção invertida.

“Cada estudante prejudicado por essas falhas, seja a inversão da ordem do cabeçalho do cartão-resposta, seja o erro de impressão no caderno de prova de cor amarela, merece ter assegurado o direito subjetivo de se submeter a uma segunda prova”, defendeu a juíza. A Justiça recomenda que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) disponibilize no site do Enem um espaço para que os alunos que queiram participar da segunda prova façam requerimento. Essa área, segundo a juíza, deve ficar aberta até 26 de novembro.

O MEC e o Inep informaram que ainda não foram notificados da decisão.(O Fluminense)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Lula diz que, se necessário, governo fará nova prova do Enem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que, se for preciso, o governo fará nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Aplicado no último fim de semana para mais de 3 milhões de estudantes, o exame apresentou erros de impressão nas folhas de resposta e nas provas do sábado.

"Nós vamos fazer uma investigação e duas coisas estarão garantidas à juventude brasileira: a Polícia Federal vai fazer todas as investigações para saber o que aconteceu efetivamente e nenhum jovem vai ficar sem cursar a universidade. Se for necessário fazer uma prova, faremos. Se for necessário fazer duas, faremos. Se for necessário fazer três, faremos, mas o Enem continuará a ser fortalecido", afirmou. 

Lula disse que os problemas enfrentados no exame com o tempo serão resolvidos e o sistema aperfeiçoado. Devido aos problemas, a juíza Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal, determinou a suspensão do Enem em todo o país. 

Pela decisão também estão suspensos o recebimento de requerimentos administrativos de qualquer aluno prejudicado ou não, seja por preenchimento do cartão resposta, providências administrativas de guarda e tratamento do material utilizado no exame, e ainda, a realização das etapas que antecederem a publicação do resultado final. 

PROBLEMAS
 
No sábado (6), primeiro dia de prova, parte dos exemplares saiu com folhas repetidas ou erradas. Nesses casos, os alunos não receberam todas as questões. Já no cabeçalho da folha de respostas recebida por todos os alunos, o espaço para o gabarito das questões de ciências da natureza estava incorretamente identificado como ciências humanas. 

Ontem, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Joaquim José Soares Neto afirmou que o problema nas provas amarelas ainda está sendo dimensionado. Ao todo, as provas são divididas em quatro cores. Uma estimativa preliminar e extraoficial é que cerca 2.000 estudantes tenham feito a prova incompleta. 

A suspensão do Enem já havia sido defendida pela seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pela Defensoria Pública da União. 

Na noite de sábado (6), Soares Neto repetiu em diversas ocasiões de uma entrevista coletiva concedida em Brasília que não havia possibilidade de o exame ser anulado. 

Ao todo, o Enem teve 4,6 milhões de inscrições neste ano. Porém, a abstenção foi de 27% no sábado e fechou o domingo em 29% --cerca de 3,3 milhões compareceram em 1.698 cidades do país. 

No ano passado, quando a prova vazou e foi adiada, a abstenção ficou próxima dos 40%. 

A previsão do MEC (Ministério da Educação) é que os inscritos no exame concorressem a 83 mil vagas em 83 instituições federais de ensino, por meio do Sisu (sistema que destina vagas em instituições federais apenas com base na nota do Enem).(Folha de São Paulo)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MEC ameaça alunos com ação na Justiça

Eles teriam usado celular na hora da prova do Enem. Exame amarelo pode ser reaplicado.

Rio - O vazamento de informações sobre o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) através de mensagens postadas em redes sociais na Internet levou o Ministério da Educação (MEC) a adotar uma medida extrema ontem no segundo dia de prova. O ministério ameaçou, via Twitter, processar todos os alunos que supostamente fizeram uso do miniblog para divulgar dados sobre a prova de dentro da salas onde o teste estava sendo aplicado.


Depois do primeiro dia de confusão com a inversão do cabeçalho do cartão-resposta e falhas de impressão na prova da cor amarela, o MEC admitiu ontem que poderá aplicar novo exame dias 6 e 7 de dezembro, quando será aplicado nos presídios, mas somente para quem teve problema com questões repetidas ou ausentes.

Estudantes revoltados

No primeiro caso, o ministério prometeu corrigir de forma invertida a prova dos candidatos que informarem o erro pela Internet. Revoltados, estudantes deram nota zero para o MEC. “Eles vão ter que assumir o erro e tomar providências”, criticou Carlos Júnior, 17 anos. Como ele, os colegas Luciana Camargo, 18, Filipe Dias, 17, e Carlos Douglas, 17, esperam não ser prejudicados pela falha na impressão da prova.


“Não é a primeira vez. Ano passado, vazou o gabarito e atrasou o início das aulas. Sem contar que é dinheiro jogado fora”, disse Douglas. O grupo fez prova na Unisuam, em Bonsucesso. Mesmo com proibição de celulares, muitos burlaram a fiscalização e se vangloriavam de transmitir “ao vivo” na internet. Tiraram fotos da prova e pediam ajuda para responder às questões.

Jovens monitorados

Em Recife, um repórter entrou no banheiro com o celular e mandou mensagem de texto ao jornal em que trabalha informando o tema da redação. O Inep encaminhou o caso à Polícia Federal. Pelo Twitter, a assessoria do MEC mandou um aviso: “Alunos q (que) já ‘dançaram’ no Enem tentam tumultuar com msgs (mensagens) nas redes sociais. Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los.” De acordo com o MEC, após a ameaça, as mensagens pararam. O presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, negou falhas de segurança: “Não tem como o fiscal ver telefone escondido”.


Faltaram algumas questões

Pelo menos 20 mil estudantes receberam o caderno de provas da cor amarela com questões faltando. “Estava cheio de erro de digitação e sem algumas perguntas”, reclamou Gustavo Paulo Gomes, 19 anos, que sonha cursar Engenharia.


Para evitar cola, havia quatro versões de prova, cada uma identificada por uma cor: azul, amarelo, branco e rosa. As questões são as mesmas, mas organizadas em ordem distinta. Como há reserva de 10% de provas, o Inep acredita que a maioria recebeu outro caderno de questões e não precisará refazer o exame. “A missão foi cumprida”, disse o presidente do Inep, Joaquim Soares Neto, que classificou o exame como “um sucesso”.

Quem se sentir lesado deve procurar o Ministério Público Federal (MPF). A recomendação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Serviço:

COMO FAZER
Descreva o problema e e anexe documentos, como o cartão de inscrição. Denúncia na Av. Nilo Peçanha 31, Centro, ou pelo site (www.prrj.mpf.gov.br). Dúvidas: 3971-9300. A Defensoria Pública da União fica na Av. Gal. Justo, 365. Telefone (21) 2517-3301 .

RECLAME

No MEC: Site: portal.mec.gov.br; Twitter: twitter.com/MEC_comunicacao#; tel. do chefe de gabinete do ministro: (61) 2022-7842

No INEP: Site: www.inep.gov.br; Twitter: twitter.com/inep_imprensa; tel. do gabinete do presidente do Inep: (61) 2022-3605
(Jornal O Dia)