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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O Japão vai contestar a elevação de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros importados na OMC (Organização Mundial do Comércio) nesta sexta-feira, segundo o "Valor Econômico". 

De acordo com o jornal, a ofensiva contra a medida para proteger a indústria nacional vai começar pelo Comitê de Acesso ao Mercado, que periodicamente examina novas barreiras comerciais.

No dia 15 de setembro, o governo federal anunciou a elevação de 30 pontos percentuais nas alíquotas de IPI para veículos que tenham menos de 65% de conteúdo nacional. Antes, o tributo variava de 7% a 25% e, com a medida, passou para 37% a 55%. 

As montadoras instaladas no país, vale lembrar, respondem por mais de 75% dos carros importados, mas apenas uma pequena parte desses veículos terá aumento de preço devido à elevação na alíquota do imposto.
Já a empresa importadora da coreana Kia Motors anunciou que foi "obrigada" a reajustar os preços de dez modelos que vende atualmente no Brasil por causa do aumento de IPI. O acréscimo médio foi de 8,41%, mas uma das versões do Picanto, por exemplo, subiu 14,33%, de R$ 34.900 para R$ 39.900. 

ESTOQUES
Apesar da medida, os estoques de veículos ainda equivaliam a 36 dias de vendas em setembro, apenas um a menos do que o período registrado em agosto, de acordo com a Anfavea (associação das montadoras com fábrica no Brasil). O patamar alto foi um dos motivos que levou o governo federal a elevar a alíquota de IPI.
Com as férias coletivas concedidas pelas montadoras para tentar reduzir esse patamar, a produção de veículos montados em setembro no Brasil recuou 19,7% na comparação com o mês anterior e 6,2% ante igual período no ano passado.(Folha de São Paulo)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Desemprego tem a menor taxa para o mês de março desde 2002, diz IBGE

População desocupada somou 1,5 milhão de pessoas.
Rendimento médio real dos ocupados foi de R$ 1.557.

A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou estável em março, ao passar de 6,4% em fevereiro para 6,5%, conforme aponta levantamento divulgado nesta terça-feira (19). No entanto, segundo o estudo, a taxa é a menor para o mês de março desde o início da série histórica, em março de 2002. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 1,1 ponto percentual.

A população desocupada somou 1,5 milhão de pessoas e não apresentou variação em relação ao mês anterior, conforme informou o IBGE. Já em relação ao mesmo período do ano passado, houve queda de 14% (menos 250 mil pessoas).

A população ocupada chegou a 22,3 milhões e apresentou estabilidade sobre fevereiro. Na comparação anual, foi registrada alta de 2,4% (mais 531 mil ocupados). O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi de 10,7 milhões, ficando estável. Em relação ao mesmo período de 2010, foi verificado crescimento de 7,4% (mais 739 mil postos de trabalho com carteira assinada).
“A taxa de desocupação do primeiro trimestre deste ano (6,3%) é menor do que a taxa registrada em todo o ano de 2010 (6,7%). Com isso, a gente pode ver para onde o ano está caminhando”, disse Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimentos do IBGE.


SaláriosO rendimento médio real dos ocupados foi de R$ 1.557, apresentando alta de 0,5% sobre fevereiro e de 3,8% na comparação com março.

Por regiãoNa comparação mensal, o desemprego teve variação significativa, segundo o IBGE, somente em Belo Horizonte, que viu a taxa passar de 6,3% para 5,3%. Na comparação anual, foram registradas quedas em Belo Horizonte (1,0 ponto percentual), Rio de Janeiro (1,5 ponto percentual), São Paulo (1,3 ponto percentual) e Porto Alegre (0,9 ponto percentual).

Nível de ocupaçãoO nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa), estimado em 53,3% no total das seis regiões, não variou em relação a fevereiro, mas subiu 0,6 ponto percentual sobre o mesmo período do ano passado. Na comparação mensal, todas as regiões tiveram estabilidade nesse indicador. Sobre março de 2010, foi verificada alta em Porto Alegre (1,9 ponto percentual) e em São Paulo (1,0 ponto percentual). As outras regiões não tiveram variação significativa, segundo o IBGE.(G1)