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sábado, 11 de junho de 2011

Colisão e capotamento deixam dois feridos na Ponte

Acidente aconteceu na pista sentido Niterói, na altura do pórtico 11, e vítimas foram levadas para dois hospitais. Em SG, ônibus e automóvel bateram na RJ-104 e uma pessoa ficou ferida

Duas pessoas ficaram feridas em um acidente envolvendo dois carros de passeio na Ponte Rio-Niterói, nas proximidades do pórtico 11, no sentido Niterói, no início da manhã deste sábado. Um dos veículos capotou com o impacto da batida e a pista ficou interditada. As vítimas tiveram ferimentos moderados e foram encaminhadas para os hospitais Souza Aguiar, no Centro do Rio, e Azevedo Lima, no Fonseca, em Niterói.

Ainda neste sábado, uma colisão entre um veículo de passeio e um ônibus deixou outra pessoa ferida na Rodovia Amaral Peixoto, RJ-104. O acidente aconteceu na altura do Colubandê, em São Gonçalo, por volta das 8h50, na pista sentido Niterói. Uma faixa das pistas chegou a ser interditada e o congestionamento na via foi de aproximadamente 5 quilômetros.   

A vítima foi socorrida por uma equipe do Corpo de Bombeiros de São Gonçalo e encaminhada ao Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), e passa bem. De acordo com os bombeiros, os ferimentos foram leves, na altura dos ombros e na cintura, provocados por conta do impacto da colisão com o cinto de segurança.(O Fluminense)

 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Tempo: ventos fortes interditam os dois sentidos da Ponte Rio-Niterói

Ventania chegou a 80 km/h e principal via de ligação entre as duas cidades precisou até ser fechada. Vendaval seguido de chuva intensa, porém, não causou maiores estragos ou danos

Fortes ventos que atingiram o Rio de Janeiro, nesta terça-feira à noite, provocaram o fechamento da Ponte Rio-Niterói por alguns minutos. Não foram registrados graves incidentes. Cerca de uma hora depois, uma forte chuva atingiu todo o município fluminense.

Segundo informações, por causa da ventania, um letreiro do Restaurante Popular de Niterói ficou pendurado e ameaçava cair.

De acordo com a concessionária CCR, que administra a via, como a velocidade chegou a 80 km/h, o tráfego foi bloqueado, a partir das 21 horas, por medida de segurança. Equipes da concessionária fizeram vistoria na pista. Procurada pela equipe de reportagem, a Defesa Civil de Niterói disse não ter registrado chamadas. A Ponte foi reaberta pouco antes das 22 horas.

Tempo fica ruim até sexta-feira
A ventania da noite de terça-feira foi resultado de uma nova frente fria que chegou ao Estado. Há previsão de rajadas entre 60 Km/h e 80 Km/h até o meio-dia de quarta-feira. Até sexta-feira, há possibilidades de chuva a qualquer hora do dia. O sol poderá aparecer entre nuvens. Na quarta-feira, os termômetros registram entre 17 e 26 graus. Já na quinta-feira, a temperatura cai um pouco. A mínima deverá ser de 15 graus e a máxima de 23 graus.(O Fluminense)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ponte tem o maior lucro em rodovias federais do Rio

Concessionária que administra a via diz que taxa de retorno, de 17%, está dentro do previsto em contrato. Segundo o Tribunal de Contas da União, ideal seria de 8,95%

Os congestionamentos na Ponte Rio-Niterói são diários, mas nas cabines de pedágio o fluxo financeiro não para. Somente em 2009, a CCR Ponte, concessionária responsável pela via, registrou lucro líquido de 25% sobre a receita líquida de mais de R$ 105 milhões. Ou seja, segundo dados do demonstrativo financeiro de 2009 da empresa, em um ano a administração da maior ponte do país rendeu à concessionária mais de R$ 26 milhões.

Segundo o professor de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cláudio Considera, a porcentagem do lucro líquido em relação à receita líquida corresponde à margem de lucro líquido. Com base nesse cálculo, o valor é o maior lucro líquido entre as concessões de rodovias federais do estado. 

No mesmo ano, segundo Demonstrativos Financeiros de 2009 publicados no site da ANTT, a Nova Dutra (BR-116 RJ-SP) registrou um lucro líquido em relação à receita líquida de 23,6%; a Concer (BR- 040 RJ-MG) teve 6,7%; a CRT (BR-116 - RJ), 23,5%; a Autopista Fluminense (BR-101- RJ-ES) teve um prejuízo líquido de 6,4% e a Acciona (BR-116 MG-RJ) registrou um prejuízo líquido de 8,7%, já que ambas iniciaram a cobrança do pedágio em 2009.

Pedágio - De olho na alta rentabilidade da Ponte, o Tribunal de Contas da União (TCU) preparou um relatório que analisa o equilíbrio econômico-financeiro das concessionárias que assumiram rodovias federais na década de 90. Na Ponte Rio-Niterói, o valor do pedágio pelo quilômetro rodado não é barato. Em troca da concessão de 23,34 quilômetros – incluindo os acessos – a CCR cobra pedágio de R$ 4,30 para automóveis. 

Nesse caso, o valor do quilômetro sai por aproximadamente R$ 0,09 – a conta leva em consideração a distância de ida e volta, já que o pedágio é em um único sentido. Enquanto isso, no trecho de 320,1 quilômetros da BR-101 entre a Ponte e a divisa com o Espírito Santo, concedido à Autopista Fluminense em 2008, a taxa é de R$ 14 – somando todas as praças de pedágio –, o que equivale R$ 0,04 por quilômetro, menos da metade do que é cobrado na ponte. 

O peso do pedágio nos bolsos dos usuários motivou o TCU questionar a CCR e outras três concessionárias. O tribunal analisa a manutenção da taxa interna de retorno (TIR) entre 17% e 24%. A TIR é uma taxa média de rentabilidade do capital investido em relação a um determinado período. Segundo o TCU, hoje, o quadro econômico do país permite uma taxa de retorno de 8,95%. 

De acordo com o relatório, iniciado em 2007, a Secretaria de Fiscalização de Desestatização (Sefid), do TCU, apresentou indícios de existência de desequilíbrios econômico-financeiros frente à estabilidade econômica do país entre as concessões feitas na década de 90 e depois de 2007.

“O modelo de concessão da 1ª Etapa pode ser denominado como ‘estático’ pois as rubricas que compõem o fluxo de caixa não se alteram ao longo da execução contratual, nela incluída a taxa de desconto, rentabilidade dos concessionários. Ou seja, as concessionárias de rodovias federais da primeira etapa continuam auferindo rentabilidade que varia de 17 a 24% ao ano, no atual cenário de estabilidade econômica do país, em que a taxa de desconto para o setor é de no máximo  8,95%”, diz o relatório.

Avaliação –  Segundo Cláudio Considera, uma TIR de 17% é uma taxa alta para a a atualidade brasileira. “Essa taxa de retorno só é observada em produtos específicos, que geralmente possuem patentes ou fazem parte de um monopólio. A indústria farmacêutica, por exemplo, possui em média uma taxa de retorno de 14%. Porém, até nestes casos específicos é comum que a taxa de retorno diminua ao longo do tempo”, explica o especialista.

O professor destaca ainda que a TIR de 8,95% é uma taxa positiva que garante a lucratividade da empresa. E é possível reduzir a TIR. “Para a empresa sair de uma taxa de 17% para 8,95%, ela precisa diminuir a arrecadação. No caso da ponte teríamos duas opções: diminuição brutal do pedágio, caindo quase para a metade, ou diminuição do número de usuários”, diz ele.

Debate no TCU
O impasse do relatório do TCU, que está em andamento desde 2007, expõe que, de um lado o Sefid propõe um equilíbrio econômico-financeiro de acordo com a realidade atual do país, e, de outro, as concessionárias dizem que usam as condições estabelecidas na época do contrato de concessão. 

A questão gira em torno da TIR. A CCR Ponte e as demais concessionárias querem manter a TIR igual à estabelecida na década de 90, que está de acordo com a tarifa de pedágio calculada para vencer a licitação.
Já o Sefid sugere uma queda, por conta das mudanças na economia. As concessões feitas a partir de 2007 apresentam esta diminuição, as concessionárias, em sua maioria, trabalham com a TIR abaixo de 9%. 

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirma que não existe nenhuma cláusula contratual que diz que a TIR deve se manter durante todo o período de concessão. Porém, alega que a manutenção da TIR é o mecanismo adequado para o equilíbrio do contrato, já que a taxa é estabelecida em função do cenário macroeconômico do momento que antecede a concessão e das incertezas estimadas para o setor durante toda a concessão. A ANTT explica que é com base na TIR que é feito o cálculo da tarifa do pedágio. 

A CCR Ponte se pronunciou sobre o tema, por meio da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), por causa do envolvimento de outras concessionárias no relatório. A ABCR disse que manifestou ao TCU que os contratos de concessão da 1ª Etapa do Programa Federal estão equilibrados, pois “estudos e pareceres da associação demonstram que, por razões de ordem jurídica e econômica, deve se manter a imutabilidade da equação econômico-financeira inicial dos contratos de concessão”.

terça-feira, 22 de março de 2011

Morre a segunda vítima da explosão da subestação da Ponte Rio-Niterói

Vítima teve 35% do corpo queimados, segundo hospital.
Ele estava em estado crítico numa unidade particular na Zona Sul do Rio. 

A segunda das três vítimas da explosão da subestação de energia que alimenta a Ponte Rio-Niterói morreu na manhã desta terça-feira (22). A vítima, que estava em estado crítico no CTI do Hospital Rio Laranjeiras, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, não resistiu aos ferimentos. Ele teve 35% do corpo atingidos por queimaduras de terceiro graus, na face, vias aéreas superiores e braços.

O primeiro eletricista a morrer na explosão da subestação foi Darlan Aguiar da Silva. O acidente ocorreu na quarta-feira passada (16) e causou a queda de energia que deixou a ponte sem iluminação e com os painéis desligados por quase 40 horas.

Um outro funcionário da empresa Álamo Engenharia (prestadora de serviços da concessionária CCR Ponte) teve 27% do corpo queimados no mesmo acidente foi transferido do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio, para uma outra unidade em Niterói, na Região Metropolitana.

O caso foi registrado na 17ª DP (São Cristóvão), que está investigando o acidente.(G1)