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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Nunca se viu supremacia igual a do Fla na História do Estadual

Não só passou o Fluminense, como abriu larga vantagem em relação aos rivais Botafogo e Vasco

A construção do último pilar da hegemonia do Flamengo no futebol carioca foi finalizada no domingo. Time com mais títulos nacionais e internacionais do Rio de Janeiro, o Rubro-Negro, nos últimos 11 anos, criou supremacia nunca vista antes no Campeonato Carioca, desde a sua primeira edição, em 1906. Resultado: não apenas ultrapassou o Fluminense em número de conquistas (32 a 30) como abriu larga vantagememrelação a Vasco (22) e Botafogo (19).

De 2001 até este ano, o Flamengo venceu seis das 11 edições do Campeonato. Botafogo e Fluminense, apenas duas. O time de São Januário, derrotado nos pênaltis na decisão da Taça Rio, uma vez. Antes disso, a maior hegemonia vista no futebol carioca havia sido do Botafogo na década de 60, quando foi quatro vezes campeão carioca, contra duas vezes de Flamengo e Fluminense, e uma vez de Bangu e Vasco.

Se o período de análise for expandido até 1999, os números do passeio rubro-negro sobre os rivais ficam ainda mais expressivos. Foram oito títulos em 13 disputados. Em jogos decisivos, semifinais e finais de Taça Guanabara e Taça Rio, o aproveitamento é de 72% – 26 vitórias, quatro empates e apenas oito derrotas.

– Sabemos que quando deixam o Flamengo chegar, fica realmente muito difícil não levarmos o título para casa. Éumtime que, pela força da torcida, tem grande poder de decisão – afirmou Thiago Neves.

A supremacia do time da Gávea não lembra nem de longe os anos em que o Campeonato Carioca vivia disputas mais equilibradas. Nas décadas de 50 e 60, cinco equipes diferentes chegaram a conquistar o título estadual. Entre os quatro grandes, o maior equilíbrio foi visto na década de 80, considerada a década de ouro do futebol carioca.

Naquela ocasião, Fluminense e Vasco venceram o Estadual três vezes enquanto Botafogo e Flamengo, duas vezes.

Invencibilidade nos pênaltis

A última vez em que o Flamengo perdeu um jogo nos pênaltis foi em setembro de 2004, quando foi superado pelo Santos na primeira fase da Copa Sul-Americana.

Desde então, o time da Gávea esteve seis vezes na marca do pênalti, sempre pelo Campeonato Carioca, e levou a melhor em todas.

A série invicta nos pênaltis começou na semifinal da Taça Guanabara de 2007, contra o Vasco (quando começou a brilhar a estrela do goleiro Bruno), passou pelas decisões do Estadual de 2007 e 2009, ambas contra o Botafogo, e chegou, enfim, a 2011, com as vitórias sobre Botafogo (final da Taça Guanabara), Fluminense (semifinal da Taça Rio) e Vasco (final da Taça Rio).(Lancenet)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Com gol de Gaúcho, Fla bate o Boavista e leva a Taça Guanabara invicto

Em bela cobrança de falta, craque faz o gol do título do primeiro turno e garante o Fla na final do Estadual

O Flamengo venceu o Boavista por 1 a 0 na final da Taça Guanabara e levou o título do primeiro turno do Campeonato Carioca, de forma invicta. Em cobrança de falta primorosa, Ronaldinho fez o gol da vitória e deu o 19º título da Taça Guanabara para o time de Saquarema.

Com o resultado, o Flamengo se garantiu na final do Estadual. O próximo jogo será no sábado de carnaval contra o Olaria, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Já o Boavista pegará o Bangu na quinta-feira, às 16h, em Saquarema.

MAIOR POSSE DE BOLA PARA O FLAMENGO, MAS SEM GOLS

O jogo começou morno com o Boavista esperando o Flamengo, que tinha maior posse de bola. Nas poucas subidas, o Boavista procurava alçar bolas na área, enquanto o Rubro-negro trabalhava melhor as jogadas. E a primeira boa jogada foi mesmo do Fla. Ronaldinho fez boa jogada pela esquerda e cruzou com perfeição para Thiago Neves cabecear no canto e obrigar o goleiro Thiago a espalmar para escanteio.

O Flamengo continuava apertando o adversário e teve uma grande oportunidade aos 14 minutos de partida. Após disputa de bola na meia-lua, Thiago Neves deu um leve toque que deixou Léo Moura na cara do gol. O lateral chutou rasteiro no canto direito de Thiago, mas a bola saiu pela linha de fundo.

Aos 24 minutos, quase um gol sem querer. Egídio avançava pela esquerda cruzou para a área. Porém, a bola foi na direção do gol e quase enganou o goleiro Thiago. Aos 26, a primeira defesa de Felipe na partida. Tony bateu falta e bola passou por todo mundo, mas o goleiro rubro-negro encaixou tranquilamente.

Aos 40 minutos outra boa jogada do Fla. Maldonado deu um passe em profundidade para Bottinelli, que invadiu a área e cruzou. O goleiro Thiago se antecipou no lance e espalmou para o meio. Atento, o zagueiro afastou o perigo.  Na sequência foi o Boavista que assustou. Willians perdeu a bola na entrada de área para Leandro Chaves, que chutou forte obrigando Felipe a fazer boa defesa.

Mas as última oportunidades do primeiro tempo foram do Flamengo. Primeiro com Willians, que pegou um rebote e chutou. A bola tomava o rumo do gol, mas no meio do caminho o zagueiro do time de Saquarema colocou a cabeça e desviou para escanteio. Após a cobrança foi a vez de Wellington ter sua chance. A bola sobrou para o zagueiro sozinho dentro da área, mas isolou na arquibancada. O juíz Marcelo de Lima Henrique apitou o fim do primeiro tempo no Engenhão, 0 a 0.

RONALDINHO GAÚCHO MARCA DE FALTA E FLA LEVA TAÇA

No intervalo, Vanderlei Luxemburgo decidiu atender à torcida e colocou Negueba no lugar de Bottinalli. O segundo tempo começou com um foguete de Renato Abreu. O apoiador bateu falta da intermediária e a bola passou bem perto do gol do Boavista. Aos cinco minutos Thiago Neves caiu na área e pediu pênalti, mas o árbitro acertadamente não marcou.

Aos 14, Negueba levou grande perigo ao Boavista. O jovem atacante roubou a bola de Edu Pina entrou na área e chutou cruzado. Mas a bola saiu pela linha de fundo, Thiago Neves ainda deu um carrinho tentando alcançar, mas foi envão. Com alegria nas pernas, Negueba levava terror à zaga do time de Saquarema, com sua velocidade e dribles.

A pressão do Flamengo só aumentava, até que aos 25 minutos do segundo tempo começou a se desenhar o gol do Fla. Em contra-ataque, Thiago Neves sofreu uma falta grosseira  na entrada da área. Ronaldinho se apresentou para a cobrança. Cobrou com extrema categoria no canto esquerdo de Thiago, que nem se mexeu. 1 a 0 no placar para o Rubro-negro.

O Boavista teve de começar a se lançar ao ataque em busca do empate. E aos 34 minutos o clima esquentou no Engenhão. Em disputa de bola, Renato Abreu levantou o pé no peito de Frontini. Nervoso, o atacante empurrou o apoiador rubro-negro e foi expulso. Renato levou o segundo amarelo pela entrada e também levou o vermelho.

Com dez jogadores de cada lado o jogo ficou mais aberto. O time da Região dos Lagos tentava de qualquer maneira empatar e teve uma chance aos 42 com cobrança de falta de Gustavo. Mas Léo Moura respondeu no minuto seguinte. O lateral entrou na área pela direita e chutou, mas o goleiro Thiago espalmou.

O juíz deu quatro minutos de acréscimos, mas não deu tempo de mais nada. O jogo terminou 1 a 0 para o Flamengo, que levantou a Taça Guanabara e poderá disputar a final do Carioca.(Lancenet)

FICHA TÉCNICA

LOCAL: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
DATA: 27/2
HORA: 16h
JUIZ: Marcelo de Lima Henrique
PÚBLICO/RENDA: 41.708 presentes e 36.102 pagantes/ R$ 1.198.930
GOLS: Ronaldinho Gaúcho - 26'/2ºT (1-0);
CARTÕES VERMELHOS: Frontini (Boavista) e Renato (Flamengo)
CARTÕES AMARELOS: Leandro Chaves, Júlio César, Edu Pina, Gustavo e Santiago(Boavista) e Renato (Flamengo)

FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Welinton, David, Egídio (Diego Maurício 16'/2ºT); Maldonado, Willians, Renato, Thiago Neves (Ronaldinho Angelim 31'/2ºT): Ronaldinho e Darío Bottinelli (Negueba Intervalo). TÉC: Vanderlei Luxemburgo

BOAVISTA: Thiago, Bruno Costa (Joílson 11'/2ºT), Gustavo, Santiago e Paulo Rodrigues (Max 30'/2ºT); Júlio Cesar, Edu Pina, Leandro Chaves e Tony; André Luis (Rafael Augusto 38'/2ºT) e Frontini. TÉC: Alfredo Sampaio.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Paredão Felipe garante o Fla sobre o Bota nos pênaltis

Goleiro rubro-negro defende duas cobranças depois do empata em 1 a 1 no tempo normal. Final será contra o Boavista

 

Esse filme já é conhecido. Na disputa de pênaltis, o Flamengo venceu o Botafogo, neste domingo, no Engenhão, e se garantiu na final da Taça Guanabara. Após um clássico alucinante, que terminou com empate em 1 a 1 (gols de Ronaldo Angelim e Loco Abreu), o goleiro Felipe, com duas defesas, garantiu a classificação rubro-negra.

O Flamengo encara o Boavista no próximo domingo, no Engenhão, pela final da Taça Guanabara. Já o Botafogo se concentra na Copa do Brasil, pela qual estreia na quarta-feira, contra o River Plate (SE), em Aracaju.


FLA DOMINA PRIMEIRA ETAPA E LARGA NA FRENTE
Já se passou um ano desde a surpreendente classificação do Botafogo sobre o Flamengo na semifinal da Taça Guanabara. Na ocasião, o técnico Joel Santana descobriu a fórmula que pôs um fim à então soberania rubro-negra. Doze meses depois, as duas equipes se encontraram na mesma fase da mesma competição. O Glorioso, do mesmo Papai Joel, seguiu recorrendo à velha fórmula: três zagueiros fechados e dois alas avançando no contra-ataque levantando bolas para Herrera e Loco Abreu. 

Mas o Flamengo de 2011 entrou para o clássico com a experiência do último fracasso. Daquele elenco, quase ninguém sobrou, mas as lições foram passadas para aqueles que chegaram.

A primeira medida tomada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo foi fechar o miolo de zaga para escorar o "chuveirinho" do rival. Os três defensores (David, Welinton e Angelim) formaram um bloqueio para Loco Abreu. Enquanto isso, a movimentação dos meias Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e até do volante Willians (quem por vezes, se tornou um ponta pela direita), prendiam demais os laterais alvinegros. 

Os primeiros 45 minutos foram de bastante equilíbrio. Com duas marcações fortes, a diferença estaria na qualidade técnica. E, neste quesito, o Fla era superior. 

Ronaldinho, bastante marcado por Rodrigo Mancha, passou a etapa inicial de forma discreta. Coube ao seu companheiro de criação, Thiago Neves, desequilibrar. Com bastante movimentação, o camisa 7 criou espaços, sofreu faltas perigosas, e, aos 15 minutos, assistiu o primeiro gol da partida, marcado pelo zagueiro Ronaldo Angelim, ao melhor estilo 'hexa': de cabeça, em cobrança de escanteio. 

O vantagem não modificou muito a postura do jogo. O Rubro-Negro permaneceu tomando a iniciativa no ataque. Léo Moura e Thiago Neves tivaram boas chances de ampliar. O goleiro Jefferson salvou uma delas com uma defesa espetacular em cabeçada do camisa 7.

A única chance de real perigo antes do intervalo aconteceu aos 30 minutos. Márcio Azevedo aproveitou escorada de Loco e chutou de meia-bicicleta. A bola passou com perigo.


JOEL MUDA, BOTA EMPATE, E CLÁSSICO VAI PARA OS PÊNALTIS
Joel Santana promoveu uma alteração na volta do intervalo. Márcio Azevedo deixou o jogo para a entrada de Éverton. E a estrela do técnico não demorou muito a entrar em cena. Logo aos três minutos, em jogada iniciada por Éverton, Loco Abreu igualou o placar. 

Aos 11 minutos, quase o segundo alvinegro. Outra vez o ex-rubro-negro apareceu pela esquerda, cruzou na cabeça de Loco Abreu, mas Felipe evitou a virada com bela defesa. 

O Botafogo era melhor. Percebendo a inoperância do setor ofensivo, Luxemburgo sacou o atacante Deivid e colocou o jovem Guilherme Negueba. Em pouco tempo, a revelação da Gávea perturbou a defesa adversária. Aos 18, avançou bem pela direita e cruzou para Ronaldinho no meio. Mas o craque acabou travado pela zaga.

A ousadia do garoto inspirou os "figurões" rubro-negros. O Botafogo recuou e o Fla retomou o controle da partida. Aos 22, R10 quase fez um belo gol, mas Jefferson, num leve desvio, colocou a bola para fora.

A partir dos 30 minutos, o duelo voltou ao equilíbrio. O clássico tomou um ritmo alucinante. Os dois times partiram para o ataque. Foi a vez de os goleiros Felipe e Jefferson brilharem com belas defesas. No fim, outro empate no Clássico da Rivalidade, que, assim como nos últimos anos, ficou para ser decidido nas grandes penalidades.


PAREDÃO FELIPE COLOCA FLA NA FINAL

Na disputa por pênaltis, o goleiro Felipe fez a torcida rubro-negra lembrar os bons tempos de Bruno. Léo Moura, Fernando e Renato Abreu fizeram para o Fla. Já o paredão rubro-negro agarrou as cobranças de Éverton e Somália. Na batida derradeira, Renato Cajá jogou para fora. O zagueiro Márcio Rosário fez o único gol alvinegro na disputa.

FICHA TÉCNICA:
FLAMENGO 1 (3) X (1) 1 BOTAFOGO
Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 20/2/2011 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Luis Antônio Silva dos Santos (RJ)
Auxiliares: Ricardo Maurício Ferreira de Almeida (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)
Público/ Renda: 26.684 pagantes/ R$ 805.645,00
Cartões Amarelos: Willians, Deivid, David, Thiago Neves (FLA); Herrera, Renato Cajá, Mancha (BOT)
GOLS: Ronaldo Angelim, aos 15'/ 1ºT (FLA); Loco Abreu, aos 3'/2ºT (BOT)

Pênaltis:
Márcio Rosário (fez, 0-1); Léo Moura (fez, 1-1); Éverton (perdeu, 1-1); Renato Abreu (fez, 2-1);  Somália (perdeu, 2-1); Fernando (fez, 3-1); Renato Cajá (perdeu, 3-1)

FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Welinton, David e Ronaldo Angelim (Diego Maurício, aos 36'/ 2ºT); Fernando, Willians, Renato, Thiago Neves e Ronaldinho; Deivid (Negueba, aos 13'/2ºT). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

BOTAFOGO: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Éverton, intervalo); Arévalo (Araruama, aos 45'/2ºT), Rodrigo Mancha, Somália e Renato Cajá; Herrera (Caio, aos 30'/2ºT) e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana.(Lancenet)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Boavista derrota o Fluminense nos pênaltis e vai à final

O goleiro Thiago defendeu duas cobranças e foi o herói da classificação histórica da equipe de Saquarema

E a zebra de Saquarema atacou de novo. Nos pênaltis, o Boavista derrotou o Fluminense, neste sábado, no Engenhão, e se classificou para a decisão da Taça Guanabara. O goleiro Thiago acabou sendo o herói da noite. Com defesas importantes no tempo normal, que terminou empatado por 2 a 2, o camisa 1 segurou duas penalidades, uma delas do argentino Conca, e colorou o Alviverde pela primeira vez na final da competição. 

Marquinho e Fred (que deixou o campo no intervalo com dores na panturrilha) marcaram para o Flu na etapa regular. Mas Tony e André Luís igualaram o placar para o azarão da tarde, que aguarda ao confronto entre Flamengo e Botafogo para conhecer o adversário do próximo domingo, na grande final.

Já o Fluminense volta suas atenções para a Libertadores, na qual enfrenta o Nacional (URU), quarta-feira, no Engenhão.

FLU ABRE VANTAGEM NAS BOLAS PARADAS

A tônica do jogo era lógica. O Fluminense, com jogadores de maior qualidade, favorito no confronto, tentando furar o bloqueio da surpresa das semifinais, o Boavista. Para o Tricolor, um gol no início seria crucial. E foi exatamente o que aconteceu. Aos oito minutos, falta na intermediária; Marquinho, que deixou o "figurão" Souza no banco de reservas, cobrou com extrema categoria, no ângulo do goleiro Thiago.

Um pouco na sorte, um pouco no mérito, o Flu abria vantagem e poderia, então, conduzir a partida com maior facilidade. Mas, dois minutos depois, o placar estaria igualado novamente. Em falta de longe, mas frontal, o lateral-esquerdo Paulo Rodrigues rolou para Tony, que soltou um petardo. Berna pulou, mas não achou nada.

A partir daí, o Flu voltou a apresentar seus defeitos. As jogadas de linha de fundo, ponto forte do time, vou praticamente anulada pela defesa adversário, que colocou todos os jogadores no campo de defesa e explorou bem os contra-ataques. O volante Diguinho, o principal nome da primeira etapa, acabou sobrecarregado; atrás, era responsável pelos principais desarmes. Na frente, com os meias e atacantes bem marcados, acabou encarregado da armação.

O ritmo seguiu o mesmo. Até que, no fim do primeiro tempo, o Tricolor encontrou o segundo gol. Em bola levantada por Conca, Rafael Moura ajeita para Fred. O camisa 9 ficou livre, e não teve trabalho de assinalar seu nono gol no campeonato.

BOAVISTA EMPATA E JOGO VAI PARA OS PÊNALTIS
 
O Tricolor voltou do intervalo com uma baixa. Fred, que desde a primeira etapa vinha sentindo dores na panturrilha, ficou no vestiário. Em seu lugar, entrou Souza. E tinha mais castigo. Logo aos 10 minutos, numa confusão da defesa, o Boavista chegou ao empate, com André Luís.

Assim, o Fluminense recolocou-se à frente. Os dois alas se apresentaram mais, muito pelo apoio de dois meias (Souza e Marquinho). Mas os cruzamentos eram facilmente interceptados pela defesa alviverde. Conca, pouco inspirado, mal fazia a ligação com Rafael Moura. Percebendo a dificuldade, Muricy fez outra mudança: colocou Rodriguinho no lugar de Marquinho.

Os minutos finais foram de puro abafa do Flu. No desespero, Rafael Moura, por duas vezes, quase fez o gol da vitória, mas o goleiro Thiago e a defesa do Boavista seguraram o empate.
A equipe de Saquarema ainda reclamou de um pênalti de Gum em Max, no fim do jogo, que acabou mesmo indo para os pênaltis.

CONCA PERDE PÊNALTI E BOAVISTA VAI À FINAL

Na disputa de pênaltis sobrou frieza para a equipe de Saquarema. Paulo Rodrigues, Tony, Frontini, Edu Pina fizeram sua parte. Já o Fluminense, acabou castigado pelo maior craque.
Herói do título brasileiro, Conca, depois de um jogo apagado, cobrou mal, no meio do gol. Thiago ficou parado e fez a defesa. Rafael Moura, Souza fizeram os seus. Mas Rodriguinho, na quarta cobrança, também parou em Thiago, que colocou o Boavista pela primeira vez na final da Taça Guanabara.

FLUMINENSE 2 (2) X (4) 2 BOAVISTA
Data: Sábado, 19/2/2011, às 17h (Brasília)
Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo Figueiredo H. Correa
Cartões Amarelos: Carlinhos, Souza, Rodriguinho (FLU); André Luís, Santiago, Gustavo, Edu Pina (BOA)
Gol: Marquinho, aos 8'/ 1ºT, Fred, aos 38'/1ºT (FLU); Tony, aos 11'/ 1ºT, André Luís, aos 10'/ 2ºT (BOA)
Fluminense: Ricardo Berna; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Marquinho (Rodriguinho, aos 27'º? 2ºT) e Conca; Fred (Souza, intervalo) e Rafael Moura. Técnico: Muricy Ramalho.
Boavista: Thiago, Bruno Costa (Erick Flores, aos 13'/2ºT), Gustavo, Santiago e Paulo Rodrigues; Julio Cesar, Edu Piña, Leandro Chaves (Fábio Fidélis, aos 42'/2ºT)e Tony;André Luís (Max, aos 25'/ 2ºT) e Frontini. Técnico: Alfredo Sampaio.

 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Última rodada da Taça Guanabara

Botafogo

Caio: 'Não existe temor pelo Ronaldinho'

Talismã afirma que equipe do Botafogo tem condições de enfrentar qualquer um e pode marcar o meia

Com o empate em 1 a 1 com o Macaé, na noite deste domingo, os planos do Botafogo não saíram como esperado e a equipe terminou a Taça Guanabara na segunda colocação do Grupo B. Agora a equipe alvinegra terá o Flamengo pela frente e Ronaldinho Gaúcho, principal contratação do futebol brasileiro este ano.

Mesmo sabendo da qualidade do meia, o atacante Caio garantiu que o time está preparado para encarar o camisa 10 da Gávea.

– Não existe temor. Sem dúvidas ele é um craque, mas temos jogadores em condições de marcar o Ronaldinho. Temos condições de enfrentar qualquer um de igual para igual. Sabemos que será um jogo complicado, mas estamos prontos – afirmou o Talismã, que entrou no intervalo na vaga do zagueiro Márcio Rosário.

A semifinal entre Flamengo e Botafogo acontece no próximo domingo, no Engenhão.

Fluminense

Enfim, gol e vitória para o artilheiro He-Man

Rafael Moura vibra ao garantir seu primeiro triunfo com a camisa tricolor


Com cinco gols em três jogos, o atacante Rafael Moura conseguiu finalmente comemorar sua primeira vitória com a camisa do Fluminense na partida de ontem. E sem sombra de dúvidas, com o gol mais importante deste seu retorno às Laranjeiras, principalmente por ter garantido a liderança do grupo e uma semifinal, na teoria, mais tranquila para o time.

– O gol foi importante demais. Agora sim, com uma vitória dessa vez. Vinha marcando gols, mas o time não estava vencendo. Hoje deu tudo certo – vibrou He-Man, retribuindo o carinho do torcedor local.
– A torcida de Volta Redonda também merecia ver a espada de He-Man – brincou.

Flamengo

Flamengo 100% para encarar o Botafogo

Sob a batuta de Ronaldinho Gaúcho, Rubro-Negro vai enfrentar o algoz do Carioca de 2010


Com aproveitamento de 100% e embalado por Ronaldinho Gaúcho. É assim que o Flamengo chega à semifinal contra o Botafogo. O Rubro-Negro ainda tem a melhor defesa da Taça Guanabara, levou apenas quatro gols. Thiago Neves, Renato, Léo Moura e Deivid acabam no papel de coadjuvantes no time.  

A semifinal tem ingredientes de decisão, afinal, Flamengo e Botafogo decidiram os últimos quatro estaduais. Em 2010, o Alvinegro interrompeu uma série de três vice-campeonatos e eliminou o Fla na semi da Taça Guanabara e venceu a Taça Rio em cima do Rubro-Negro. Chegou a hora da revanche? Luxembrugo analisa o rival:

- O Botafogo joga com dois atacantes. Agora tenho de pensar se vou entrar na partida com três zagueiros ou só com dois, como era antes. Respeito o Joel (Santana) e o Botafogo, mas estamos preparados para enfrentá-los.

Boa Vista

Boavista aposta na velocidade para surpreender o Fluminense


'Intruso', clube de Saquarema se classicou pela primeira vez para a semifinal da Taça Guananabara

Uma classificação histórica conquistada em um jogo recheado de emoção. Foi assim que o Boavista garantiu um lugar na semifinal da Taça Guanabara. Pela primeira vez em sua História, o clube de Saquarema se classifica. E o clube teve um herói na última rodada: Max, que fez três gols sobre o Nova Iguaçu, na vitória por 5 a 3 do Boavista.

O Boavista deu o cartão de visitas de que podia aprontar na terceira rodada da Taça Guanabara, quando venceu o Vasco por 3 a 1, no Engenhão. Frontini despontava como o artilheiro do clube. Contra o Flamengo, o atacante fez dois gols e chegou aos seis no Carioca. No duelo que selou a classificação, quem brilhou mesmo foi Max.

A missão do Boavista não era a das mais fáceis. Precisava vencer o Nova Iguaçu fora de casa e torcer por um tropeço do Resende contra o Flamengo. A classificação, de fato, só foi alcançada no fim, quando Max fez um gol heroico. O Boavista avançou no critério de desempate, graças ao maior número de gols pró.

Além de Frontini e de Max, o Boavista conta com velhos conhecidos do futebol carioca para surpreender o Fluminense. Joílson, Santiago, Roberto Lopes, Erick Flores e Tony já passaram pelos grandes clubes do Rio de Janeiro.

(Lancenet)