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quinta-feira, 17 de março de 2011

Estudo revela que 700 encostas podem desabar na Região Serrana


Um levantamento feito pelo governo do estado do Rio revelou que 700 encostas da Região Serrana, especialmente em Nova Friburgo, correm o risco de desabar. As sete cidades atingidas pelas chuvas de janeiro foram alertadas sobre o problema.

Somente em Nova Friburgo, foram mapeados 431 deslizamentos. No bairro Três Irmãos, a obra para contenção de encostas está estimada em mais de R$ 40 milhões.

Após o estudo, a prefeitura vai traçar as prioridades para intervir na região. Segundo o engenheiro da sunsecretaria de reconstrução da Região Serrana, Beraldo Soares, as sete cidades devastadas pela ação das chuvas receberam um relatório.

"Identificadas as prioridades, nós vamos partir para uma segunda fase, que são os projetos executivos, para que as obras possam ser licitadas", declarou Soares.(SRZD)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Obras em rodovias na Serra demandarão cerca de R$ 400 milhões

O estado entregou nesta segunda-feira ao governo federal o levantamento das pontes e das estradas mais afetadas pelas chuvas na Região Serrana, que precisam passar por obras. De acordo com o vice-governador e secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão, serão necessários cerca de R$ 400 milhões para recuperar 193 pontes e seis rodovias estaduais. O relatório será entregue à presidente Dilma Rousseff e aos ministros envolvidos com a reconstrução das cidades afetadas. 

— No relatório, nós estabelecemos um cronograma, definindo as prioridades. Num prazo entre 15 dias e um mês, vamos fazer o mesmo trabalho com as encostas. Nosso primeiro levantamento, sobre a construção de casas para desabrigados e moradores de áreas de risco, obteve o respaldo do governo federal — disse Pezão.
A reconstrução das cidades mais afetadas também prevê a reurbanização de ruas e praças afetadas. Mas, de acordo com Pezão, inicialmente é necessário recuperar a infraestrutura desses locais.

— A meta é recuperar as cidades mais afetadas e, depois, fazer a reurbanização e as obras internas, como a reconstrução de igrejas afetadas — disse Pezão, que voltará à Região Serrana amanhã.

Das 860 mortes registradas após as chuvas que aconteceram no último dia 12 na Região Serrana, 347 são de Teresópolis e 416 em Nova Friburgo, de acordo com dados da Polícia Civil. Já em Itaipava, foram registradas 71 vítimas, e outras 21 em Sumidouro. Em Bom Jardim, uma pessoa morreu. Outras quatro foram vítimas em São José do Vale do Rio Preto. 

Há ainda 429 pessoas desaparecidas, de acordo com informações do Ministério Público do Rio. Até a noite desta segunda-feira, em Teresópolis havia 224 registros de desaparecimento; em Friburgo, 109; Petrópolis, 51; Sumidouro, 3; Bom Jardim, 1. Em localidades não informada há 41 desaparecidos.(Extra)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Jipeiros e motociclistas se unem para levar doações a áreas isoladas


 Veículos 4X4 e motos vencem a lama e usam o que sobrou das estradas.

Grupos partirão novamente para pontos atingidos

Clubes de jipeiros, proprietários de veículos 4X4 e de motos para trilha de várias cidades do Rio de Janeiro se uniram e partem em grupos organizados para socorrer as pessoas que ficaram isoladas, após as fortes chuvas que atingiram a região serrana na última semana. Os veículos preparados para a lama têm conseguido chegar em lugares que nem mesmo os caminhões do exército passaram.  

“Em alguns locais, carros e motocicletas de uso urbano não conseguem chegar por causa da lama e os caminhões do exército, às vezes, tem dificuldade para passar no que sobrou de algumas estradas por causa do tamanho do veículo”, afirma o major Rovian Alexandre Janjar, da 1ª Divisão do Exército.

Um dos integrantes das equipes de jipeiros é o vice-presidente da Cruz Vermelha do Estado do Rio de Janeiro, Elington Canella, que é proprietário de um veículo 4X4 e têm acompanhado de perto as expedições.
“Partimos na última semana em 25 jipes para identificar as pessoas e dar alimento o mais rápido possível, já que havia famílias que estavam há quatro, cinco dias sem comida”, diz Canella. “A carga que levamos é relativamente pequena por causa da capacidade dos veículos, mas já conseguimos distribuir cerca de 30 a 40 toneladas nos bairros entre Friburgo e Teresópolis.”

Os bairros de Teresópolis - Bonsucesso, Conquista, Ponte Nova, Santa Rita, Vieira -, e os municípios de São José do Vale do Rio Preto e Sumidoro são algumas das áreas atendidas pelo Jeep Clube de Teresópolis e um grupo de motociclistas, que no último final de semana reuniram 68 jipes e cerca de 85 motos de trilha.
“Há pontos em que não há a mínima condição de ir com um veículo 4x2 e nem o jipe, que é mais alto e tem tração nas quatro rodas, pneus especiais e guincho elétrico, consegue chegar”, conta Emílio Astori, integrante do Jeep Clube de Teresópolis. “Então saímos com as motos de ‘cross’ que pegam as doações dentro dos veículos, colocam em mochilas e transportam até as famílias.”

De acordo com Astori, já foram entregues 360 cesta básicas, fora produtos de higiene. “Nós vamos ao mesmo ponto mais de uma vez e se, por acaso, sobra algo entramos de novo até distribuir tudo. Sempre tem alguém que ainda precisa”, diz o jipeiro. “E o nosso trabalho não para, pois se hoje as áreas atendidas estão abastecidas, amanhã elas vão precisar de nós mais uma vez.”

O empresário e motociclista Nilson Neves se orgulha ao dizer que foi o primeiro grupo de socorro a pisar em Campo Grande, bairro de Teresópolis. De acordo com Neves, ele e um amigo chegaram ao local na quarta-feira (12), um dia após o início das chuvas que castigaram a região serrana.

“Nós conhecemos muito bem a região e fizemos um caminho por dentro do mato”, conta o motociclista. “Os bombeiros de Campo Grande estavam sem comunicação, então intermediamos o contato e fomos buscar luvas para que eles continuassem o trabalho de retirada dos corpos, pois todos, inclusive os voluntários, estavam escavando sem nenhuma proteção nas mãos.”

O distrito de Amparo também foi socorrido por um grupo “da lama”. “Nós fomos os primeiros a chegar em Amparo. A cidade não foi tão impactada, mas ficou completamente isolada “, conta o vice-presidente do Niteroi Jeep Clube, Carlos Erbesdobler. “A situação é tão crítica que quando paramos para um lanche fomos abordados por moradores pedindo a nossa comida e entregamos. Para nós seria apenas um dia sem alimento.”



Os integrantes do Niteroi Jeep Clube se dividiram em três equipes: uma para carregar as doações de Niterói até a região serrana, outra para ajudar a levar os donativos à Cruz Vermelha e a última foi direcionada para atender pedidos de socorro de pessoas que entram em contato com o grupo.

Os clubes de jipeiros e motociclistas do Rio de Janeiro já estão organizando uma nova “subida” no próximo final de semana. Os proprietários de veículos 4X4 e trilheiros que queiram integrar o grupo podem acessar o Fórum Brasil 4X4 e o Jipenet-RJ para tirar dúvidas e receber orientações de como ajudar.(G1)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Muitos ainda estão desaparecidos no RJ; críticas aumentam

Dezenas de sobreviventes das enchentes, desesperados por notícias de parentes desaparecidos, fizeram fila em frente ao necrotério no município de Teresópolis neste sábado, e críticas à resposta das autoridades para um dos maiores desastres naturais do país estão aumentando.

Quase quatro dias depois que as chuvas provocaram enchentes e gigantescos deslizamentos de terra, autoridades da cidade serrana ainda estão lutando para lidar com a grandeza da catástrofe que matou ao menos 599 pessoas na região norte do Rio de Janeiro, segundo balanço do governo divulgado às 17h50 (horário de Brasília).

Cemitérios em Teresópolis estão dominados pela dor, em meio ao grande número de corpos, e nas áreas mais isoladas os próprios moradores tiveram que enterrar as vítimas.

Autoridades do necrotério em Teresópolis, onde o número de mortos chega a 261, estão usando dois caminhões refrigerados --normalmente utilizados para o transporte de peixes-- para manter dezenas de corpos que ainda não foram identificados.

Muitos moradores temem que parentes ainda estejam soterrados sob a água, lama e pedras que abriram um caminho de destruição em alguns vilarejos nos arredores da cidade, sugerindo que o número de mortos poderia aumentar consideravelmente. Autoridades não deram estimativas do número de desaparecidos.

Wemerly Moraes, de 37 anos, estava aguardando sua esposa em frente ao necrotério na manhã de sábado para identificar um corpo que poderia ser do filho de dois anos de sua irmã, cujo corpo já foi enterrado.
"Isso ocorreu na manhã de quarta-feira. Quando eu fui lá na quinta-feira, ainda não havia ninguém trabalhando para encontrar as vítimas", disse o trabalhador de 37 anos.

Teme-se que cerca de metade das vítimas do desastre sejam crianças, disse a ONG Save the Children.
O tamanho da destruição se tornou um desafio para a nova presidente Dilma Rousseff, que decretou luto oficial de três dias a partir de sexta-feira pelas vítimas dos temporais.

A tragédia expôs grandes falhas no planejamento de emergência e prevenção contra desastres no país, que busca ser uma nação desenvolvida nos próximos anos.

Dilma visitou a região na quinta-feira e prometeu um esforço de ajuda imediata que ainda precisa ser bem-sucedida nas áreas mais atingidas, mas as críticas têm sido principalmente voltadas às autoridades estatais e municipais.

O governo federal destinou 780 milhões de reais à ajuda de emergência, e doações estão chegando de diversas parte do país.

Uma torrente de terra e água varreu a região, principalmente de comunidades pobres, esmagando casas e matando famílias inteiras enquanto dormiam. Alguns corpos em Teresópolis foram encontrados alguns quilômetros de distâncias de suas casas.

Equipes de emergência ainda estão se esforçando para chegar a algumas áreas e precisam cavar os destroços com as próprias mãos, pois os veículos e equipamentos pesados não conseguem chegar ao local. Fortes chuvas dificultaram ainda mais os esforços de resgate.

Jorge Alfonso, um cozinheiro de 42 anos disse que perdeu 14 membros da família quando um deslizamento de terra arrastou o vilarejo de Campo Grande, incluindo sua mãe, duas irmãs, um irmão e dois filhos adultos. Por enquanto, apenas seis dos corpos foram encontrados.

"Não tenho palavras," disse Alfonso, que estava indo e voltando entre o cemitério, para enterrar seus parentes, e o necrotério, onde tentava identificá-los desde o desastre.(Stuart Grudgings - Reuters)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Região Serrana do RJ enfrenta 2º dia de calamidade causada pela chuva

Ao todo, 378 vítimas das chuvas foram encontradas desde terça-feira.
Corpo de bombeiro soterrado na quarta foi achado nesta manhã. 

As chuvas na Região Serrana do Rio deixaram 378 mortos desde terça-feira (11). Em Nova Friburgo, o número de vítimas já chega a 168. Segundo a prefeitura da cidade, 13 corpos foram encontrados na manhã desta quinta-feira (13). Em Petrópolis, os corpos de mais duas vítimas foram retirados dos escombros. Mais corpos também foram encontrados em Teresópolis, onde voltou a chover por volta das 10h30.

Em Campinas, distrito de Sumidouro, a prefeitura confirmou por volta das 12h45 desta quinta, mais 13 mortos. Na região, há previsão de mais mortos e o hospital abriga vários feridos.

Bombeiro soterrado é achado
 
Um dos corpos encontrados nesta manhã é o do bombeiro Vitor Lembo, que estava trabalhando no Centro de Friburgo,  na quarta-feira (12), quando foi soterrado com mais dois colegas. Seu corpo só foi retirado dos escombros nesta manhã, sob lágrimas e aplausos. Além da família, colegas de trabalho, como o coronel Suarez, diretor-geral de saúde do Corpo de Bombeiros, e um outro agente vítima do mesmo desabamento, mas resgatado com vida, choravam.(G1)

Gabinete de crises é instalado na Região Serrana do Rio

Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos coorderna trabalhos. Governador Sérgio Cabral apela por ajuda à Marinha e a presidente Dilma Rousseff

O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos Rodrigo Neves sobrevoou as áreas mais atingidas de Teresópolis e Petrópolis nesta quarta-feira e reuniu-se com os prefeitos Jorge Mario e Paulo Mustrange. A principal ação emergencial anunciada é a instalação do Gabinete da Assistência Social na região, que vai congregar secretarias de assistência social dos municípios atingidos pelas chuvas para tratar imediatamente da remoção para locais seguros das famílias que vivem nas áreas de extremo risco de deslizamentos.

“O mais importante nesse momento é assistir à população desabrigada, reassentar e remover as pessoas que ainda estão em áreas de extremo risco e desobstruir as ruas e acessos aos pontos mais críticos. A secretaria já enviou três caminhões com colchonetes, material de limpeza, higiene pessoal e água para a região. Também estamos com uma equipe atuando de maneira integrada com as secretarias municipais e prefeituras. Dois caminhões com colchonetes, casacos, material de limpeza e de higiene pessoal e alimentos não perecíveis já foram enviados para os municípios da região. Um terceiro caminhão seguirá ainda hoje com mantimentos”, afirma Rodrigo Neves, que está desde a manhã desta quarta-feira na Região Serrana para levantar todas as necessidades dos moradores de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.

O secretário do Ambiente, Carlos Minc, disse que mais de 15 frentes de ações emergenciais foram abertas para garantir soluções à catástrofe.

“As máquinas do Inea e da Secretaria de Obras estão aqui trabalhando para ajudar a abrir estrada. A falta de comunicação é outro problema. Em Teresópolis, internet e telefones fixos não funcionam, assim como diversas operadoras de celular. Além disso, praticamente todo o município está sem energia elétrica. A Ampla já foi acionada e tem equipes trabalhando no local”, afirmou.

De acordo com o subsecretário executivo de Obras, Hudson Braga, os pontos de interdição das estradas de acesso a Teresópolis e Friburgo estão sendo desobstruídos e as rodovias deveriam ser liberadas em meia pista, ainda na noite de ontem, para permitir a chegada de mais equipamentos às cidades. 

Segundo o secretário, o programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal, e o programa “Morar Seguro”, do Governo do Estado, oferecerão cerca de 11,4 mil  casas para os desabrigados, além dos abrigos oferecidos pelas prefeituras.

Minc criticou os prefeitos anteriores por não darem a atenção devida à ocupação irregular das encostas, que acabaram agora desabando com as fortes chuvas.

Marinha - O governador Sérgio Cabral pediu ajuda à Marinha para levar mais bombeiros e equipamentos às regiões afetadas pelas chuvas. O ministro da Integração Social, Fernando Bezerra, anunciará medidas de apoio do governo federal aos atingidos.

O governador Sérgio Cabral falou, por telefone, no início da tarde de ontem com a presidente Dilma Rousseff para tratar de medidas emergenciais em relação à tragédia causada pelas chuvas na Região Serrana. Por determinação de Dilma, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, veio ao Rio, acompanhado do secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner, e do subsecretário executivo de Obras do Estado, Hudson Braga.(O Fluminense)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

XVIII Encontro de Automóveis Antigos da Posse – Petrópolis, RJ

Mais uma ótima “desculpa” para subir a Serra

Você que curte passar finais de semana agradáveis em Petrópolis e região, tem mais uma excelente desculpa para isso. Já está tudo pronto para um dos mais tradicionais encontros de veículos antigos do Estado do Rio de Janeiro. Este ano a 18ª edição do Encontro de Automóveis Antigos da Posse acontecerá no dia 1º de agosto, domingo, a partir das 8 horas da manhã.

O evento, que acontece na Praça de Esporte desse distrito de Petrópolis, homenageará este ano o antigomobilista mineiro Jorge Levi Mendes Coelho, mais conhecido como Jorge “Borboleta”, presidente da Associação de Veículos Antigos de Juiz de Fora. Borboleta comparecerá ao evento com seu Chevrolet Fleetline 1948 (foto), o automóvel mais antigo de sua coleção e também o seu preferido.
— Comprei esse Chevrolet há quase 20 anos. Estava em péssimo estado e deu um trabalhão restaura-lo — relembra ele.

Ano passado, mesmo com tempo ruim nas cidades vizinhas e no centro da cidade, o evento foi um sucesso, reunindo mais de 200 automóveis. Veja a cobertura completa!

Distante cerca de 35 quilômetros do Centro, a Posse é o 5° e último distrito de Petrópolis-RJ, a bela cidade serrana, conhecida nacional e internacionalmente como a “Cidade Imperial”, por seu passado intimamente ligado à história do Brasil. É conhecida também pelo turismo ecológico e por ser um rico polo gastronômico, concentrado principalmente no charmoso distrito de Itaipava. Portanto, o XVIII Encontro de Automóveis Antigos da Posse é uma ótima desculpa para você fazer um “tour” por toda a região.

O principal acesso ao distrito, onde acontece o evento, é a Rodovia BR-040 (que liga o Rio de Janeiro a Juiz de Fora), tanto para quem vem do Rio, quanto para quem vem de Minas Gerais. Veja no mapa. A estrada foi eleita a melhor do estado, um verdadeiro “tapete”, ideal para você rodar com sua raridade.

Informações:

Gilberto Nassif: (24) 8814-7218
Texto: Equipe do Portal Maxicar