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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Operação Amazônia


A Marinha, o Exército e a Força Aérea Brasileira realizarão, no período de 13 a 24 de setembro, a Operação Amazônia. Será uma operação de adestramento conjunto que se desenvolverá ao norte das calhas dos rios Amazonas e Solimoes, em áreas dos Estados do Amapá, Pará, Amazonas e Roraima.

A coordenação da operação será conduzida pelo Ministério da Defesa e o comando será exercido pelo Comandante Militar da Amazônia. O objetivo é o treinamento das Forças Armadas para a defesa da Pátria em uma área prioritária do território brasileiro.

Uma operação conjunta vem a ser um moderno conceito de aplicação coordenada de forças militares para atingir um objetivo definido de interesse para o país. Assim, a Operação Amazônia decorre de um complexo planejamento realizado por um Estado-Maior Conjunto, sendo executada no terreno por material e pessoal das três Forças Armadas.

Estarão envolvidos cerca de 5000 militares, que executarão  ações operacionais e de apoio a população. A região selecionada para a realização dessas atividades abrange uma extensa faixa litorânea e um terreno geograficamente diversificado, que abrange áreas urbanas e de selva, dentre outras.

Nessa área operacional, serão realizadas, dentre outras, as seguintes ações:

-  Marinha: controle de tráfego fluvial, proteção de infraestruturas Críticas.

- Exército: operações ofensivas e defensivas, lançamento de paraquedistas, defesa antiaérea e defesa de infraestruturas de valor econômico.

- Força Aérea: coordenação do espaço aéreo, tarefas de interdição e de sustentação do combate.

Além das atividades essencialmente militares, serão realizadas ações de apoio a população residente na região onde a operação é desenvolvida. Nessas ações serão efetuados atendimentos médicos e odontológicos às comunidades, empregando também navios de assistência hospitalar.

Com essa operação, as Forças Armadas fortalecem   suas capacidades para a defesa dos interesses nacionais relativos a Amazônia brasileira e seus vínculos com a sociedade.

PARA SABER MAIS

Site da Operação Amazônia

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ufólogos comemoram decisão sobre óvnis, mas pedem mais arquivos

Especialistas no tema querem imagens de operação nos anos 1970.
FAB divulgou procedimento para casos de avistamentos de objetos.

Os ufólogos brasileiros receberam com bons olhos a determinação da Aeronáutica sobre óvnis (objetos voadores não-identificados), divulgada na terça-feira (10) no Diário Oficial. “É uma confirmação de que está ocorrendo uma mudança de pensamento e a Aeronáutica tem sido o carro-chefe dessa mudança. Mas ainda faltam muitos arquivos a serem liberados“, afirmou ao G1 Fernando Ramalho, coordenador da Comissão Brasileira de Ufologia.
 
De acordo com a portaria 551/GC3, de 9 de agosto de 2010, o Comando da Aeronáutica (Comaer) deve restringir sua atuação em casos do tipo ao registro de ocorrências e ao encaminhamento desses registros para o Arquivo Nacional. O texto ainda aponta o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) como responsável por receber e catalogar as notificações referentes a óvnis. Os registros ("relatados por usuários dos serviços de controle de tráfego aéreo") devem seguir para o Centro de Documentação e Histórico da Aeronáutica (Cendoc), conforme determina a portaria.

Ramalho encaminhou um pedido ao governo federal pela abertura dos arquivos sobre óvnis do país em 2008 e acredita que a determinação publicada na terça é um passo para responder esse requerimento.
Para o também ufólogo Luciano Stancka Silva, a publicação é um marco. “É a Aeronáutica admitindo, no Diário Oficial, a existência de objetos não-identificados. Esse tipo de determinação já existia dentro da Força Aérea há anos, sempre soubemos, mas sempre era algo secreto. Agora está aberto, para todo mundo ver”, afirma. “É um reconhecimento importante.”

Apesar do “primeiro passo”, os ufólogos ainda reclamam de falta de alguns arquivos que consideram importantes, como os da chamada “Operação Prato”, que teria ocorrido em 1977 em Belém, no Pará.
“Hoje temos certeza que a região Norte do país foi visitada por seres extraterrestres e o governo sabe disso. Só recebemos um resumo sobre a Operação Prato, com 130 fotos, quando sabemos que foram tiradas de 500 a 600. Onde está esse material?”, questiona Ramalho.

Em nota, a assessoria de imprensa da Aeronáutica afirma que os arquivos enviados ao Centro de Documentação e Histórico terão acesso liberado para a população. A assessoria também informou que nem todos os arquivos foram liberados, mas que isso irá acontecer gradualmente.

A Aeronáutica também ressaltou que "não dispõe de uma estrutura especializada para realizar investigações científicas a respeito desses fenômenos aéreos, restringindo-se ao registro de ocorrências e ao seu trâmite para o Arquivo Nacional".(G1)