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sábado, 30 de julho de 2011

Cielo exalta superação e dribla clima hostil: ‘Não vim para fazer amigos’

Absolvido no caso de doping e dono de duas medalhas de ouro no Mundial, brasileiro revê a campanha em Xangai: ‘Foi mais difícil do que qualquer coisa’

pós conquistar seu segundo ouro, nos 50m livre, o brasileiro olhou para trás e avaliou tudo que passou ao longo do mês. Reconheceu que as duas medalhas de Xangai “têm peso maior que todas as outras” e classificou a batalha ao longo da semana como mais difícil do que qualquer coisa que já passou na vida. Lamentou as amizades perdidas, mas avisou que sabe separar o Cielo pessoa e o Cielo nadador. Este último continua sendo o mais rápido do planeta.(G1)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

César Cielo conquista medalha de ouro nos 50m borboleta no Mundial

Brasileiro conseguiu o tempo de 23s10, melhorando a marca que o classificou para a decisão, garantindo o ouro e chorando após o final. Nadador se envolveu em caso de doping




O brasileiro César Cielo comprovou sua recuperação e venceu a prova dos 50m borboleta na manhã desta segunda-feira (horário de Brasília). Enfrentando um dos arquirrivais mundiais, o francês Frederick Bousquet, ele voltou a fazer o melhor tempo da prova e faturou a primeira medalha de ouro da natação brasileira no Mundial de Xangai.


"Este ouro tem, definitivamente, um gosto diferente dos outros. Esta foi provavelmente a medalha mais difícil da minha vida. Sabia que iria competir contra os melhores do mundo, e ser capaz de competir depois do que passei no último mês, é realmente uma benção", disse o brasileiro.

Cielo foi absolvido pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) na última semana pela ingestão de furosemida, diurético proibido no esporte por mascarar o uso de outras substâncias. O brasileiro foi apenas advertido, ao lado dos companheiros Nicholas Santos e Henrique Barbosa, medida aplicada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos).

O brasileiro largou na raia de número 4, apesar de ter sido o mais rápido nadador da semifinal, enquanto que Bousquet saiu da raia oito. Ao entrar na piscina, ele ouviu algumas poucas vaias durante a sonora apresentação dos nadadores, mas permaneceu inabalado - apesar de entrar menos vibrante que o comum.

Ao cair na piscina, no entanto, Cielo demonstrou um ritmo bastante forte nos primeiros segundos e esteve na frente desde o começo e, ainda que deixasse os rivais se aproximarem nos metros finais, conseguiu o tempo de 23s10, melhorando a marca que o classificou para a decisão (23s18), garantindo o ouro e chorando após o final.

O pódio dos 50m borboleta foi completado por dois australianos. Matthew Target nadou a 23s28 e foi o segundo, enquanto que Geoff Huegill foi o terceiro com a marca de 23s35. Frederick Bousquet foi apenas o quarto, com 23s38, seguido do compatriota Florent Manaudou, com 23s49.(O Fluminense)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Cielo domina os 50m livre e mostra que ainda é o gatilho mais rápido

Brasileiro completa a prova em 21s66 no Aberto de Paris, supera o rival Frédérick Bousquet e brinca na piscina imitando pistolas com os dedos

Assim que bateu em primeiro lugar nos 50m livre e confirmou seu terceiro ouro no Aberto de Paris, Cesar Cielo fez questão de deixar claro para a torcida que é o gatilho mais rápido da natação mundial. Ainda na água, o brasileiro imitou pistolas com as duas mãos e soprou as pontas dos dedos, sorrindo com a missão cumprida neste domingo. Com o tempo de 21s66, melhor do ano, ele superou o rival Frédérick Bousquet, que nadava em casa e ficou com a prata ao cravar 21s78. O ucraniano Andrii Govorov completou o pódio com 22s04. O brasileiro Bruno Fratus chegou em quinto lugar, com o tempo de 22s31.

O melhor tempo de Cielo no ano nos 50m livre tinha sido 21s73, no Troféu Maria Lenk. Com os 21s66, ele conquista seu terceiro ouro no Aberto de Paris. Os outros dois tinham vindo no sábado, nos 50m borboleta e nos 100m livre.


Concentrado para a prova desde o início, Cielo caiu na água e conseguiu se desvencilhar dos adversários na segunda metade. Comemorou o ouro e, a caminho do pódio, ainda pegou uma bandeira do Brasil para colocar sobre o ombro esquerdo. Cumprimentou Bousquet e, após receber a medalha, agradeceu aos torcedores de Paris. 

- Amo Paris, amo a torcida, aqui tem alguns dos melhores nadadores do mundo e adoro competir contra eles – disse, arrancando aplausos.(G1)