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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Zico entra na justiça contra Capitão Léo

Zico falou e fez. Duas semanas depois de deixar o cargo de diretor-executivo do Flamengo, o Galinho entrou com uma ação judicial contra Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, presidente do Conselho Fiscal do clube. A ação foi feita no 4º Juizado Especial Criminal, no bairro do Leblon (Zona Sul do Rio), em nome também dos filhos Arthur Júnior e Bruno. 

Zico acusa Leonardo Ribeiro de calúnia, difamação e injúria (artigos 138, 139 e 140, respectivamente, do Código Penal) por conta das suspeitas levantadas sobre a parceria entre Flamengo e CFZ. Capitão Léo disse publicamente que o acordo era lesivo para o rubro-negro e que os filhos do Galinho teriam participação na contratação de Val Baiano, Cristian Borja e Leandro Amaral.

Enviada no último dia 8, a denúncia vai demorar 15 dias para ser analisada pelo Ministério Público, que decide entre aceitar ou não. O crime de calúnia, segundo o Código Penal, pode render entre seis meses e dois anos de prisão.(SRZD)

sábado, 2 de outubro de 2010

Capitão Léo venceu queda de braço com Zico

Pivô da demissão, Léo tem participação forte internamente

Quando Zico já estava estabelecido como o maior ídolo do Flamengo, em 1986, Leonardo Ribeiro começou a entrar no mundo rubro-negro. Primeiro, firmou-se como um dos líderes da Torcida Jovem, uma das mais influentes do clube. Ganhou a alcunha de Capitão Léo. Vinte e quatro anos depois, já eleito presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro tornou-se o grande desafeto e um dos pivôs da demissão de Zico.
– Os métodos dele não são propriamente de um desembargador. Mas há de se reconhecer que tudo que conquistou dentro do clube foi de maneira democrática – afirmou um importante conselheiro rubro-negro, que não quis se identificar.
O forte temperamento é conhecido e serviu, também, para se estabelecer como figura marcante na torcida. Então contador, Leonardo Ribeiro projetou ascender na vida política da Gávea. Fez contatos, tornou-se conselheiro e conseguiu apoio para ser representante do clube na Federação de Futebol do Rio. Em seguida, inclusive, chegou a ser um dos oito vice-presidentes da Ferj durante mandato de Eduardo Viana, o Caixa D´água. Seu poder dentro do Flamengo aumentava.

Foi candidato à presidência e contou com o apoio de Romário, na época estrela do clube. Em 99, durante gestão do presidente Edmundo Santos Silva, Capitão Léo teve participação direta na saída do então superintendente de futebol, Gilmar Rinaldi. No ano seguinte, ajudou na aprovação das contas de Edmundo Santos Silva no Conselho Fiscal. Influente, teve participação decisiva na votação. E se vangloriou na ocasião:
- A Jovem Fla foi responsável por 32 dos 146 votos que o presidente teve a favor no Conselho. Se não fosse a gente, as contas do Flamengo não seriam aprovadas – disse Capitão Léo.

Menos de um ano depois, Edmundo Santos Silva sofreu impeachment por inúmeras irregularidades. Leonardo Ribeiro, no entanto, se fortaleceu. Na última gestão de Marcio Braga, foi eleito presidente do Conselho Fiscal do clube. Neste ano, venceu a reeleição. E levantou a bola com críticas severas e investigações a Zico. Na sexta-feira, o Galinho não resistiu e deu adeus. Vitória de Capitão.

Este é Capitão Léo:
Início
Leonardo Ribeiro ingressou no mundo rubro-negro em 1986, quando conseguiu se tornar um dos líderes da Torcida Jovem, um dos principais segmentos da torcida rubro-negra. Ganhou o apelido de Capitão Léo.
Política
Logo tornou-se conselheiro e ingressou na política interna do clube. Passou a ser representante rubro-negro na Ferj e, depois, vice-presidente da Federação. Foi também candidato à presidência do clube. Em 99, ajudou a aprovar as contas de Edmundo Santos Silva no Conselho Fiscal. Um ano depois, o presidente sofreu processo de impeachment. Durante a gestão de Marcio Braga, foi eleito presidente do Conselho Fiscal.
(Lancenet)