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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ninho do Urubu: um projeto de 27 anos atrás

Terreno do CT foi comprado ainda na década de 80 por ex-presidente George Helal. Clube lança pedra fundamental nesta segunda-feira

Projeto para o Ninho ao lado de uma foto aérea do terreno quando foi comprado em 1984 (Foto: Cléber Mendes)

O Flamengo começa nesta segunda a tornar realidade um projeto esboçado ainda na década de 80. A presidente Patricia Amorim lança, às 11h, a pedra fundamental que marcará o início das obras no Ninho do Urubu. É apenas mais uma etapa do sonho do CT que começou com a compra do terreno de 144 mil metros quadrados em 30 agosto de 1984.

Por 300 milhões de cruzeiros, moeda da época, correspondentes, hoje, a R$ R$ 5.055.160,31, o ex-presidente George Helal adquiriu a área localizada em Vargem Grande, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.

O CT, inclusive, é batizado com o nome do ex-mandatário rubro-negro que, dirigiu o clube entre 1984 e 1986.

– Quando assumi a presidência, em 84, queria que o clube tivesse um CT para treinar. A ideia amadureceu e, no início daquele ano, começamos a olhar as áreas. Foram 14,15 oferecidas e, no fim, ficaram apenas duas para podermos escolher – contou Helal.

No local onde Ronaldinho, Thiago Neves & Cia. treinam hoje, funcionava o aviário do empresário espanhol Paulino Blanco de Dios.

– O mais curioso é que o local no qual ficam os três campos era onde as aves estavam. Essa área tinha 170 x 100 m², que são parecidos com as dimensões de um campo de futebol – disse George.
Apesar da compra do terreno ter acontecido há 27 anos, o projeto atual para a construção do CT foi elaborado a partir de 2008.

O ex-presidente lamenta o fato de o local não ter sido usufruído nas décadas passadas, mas celebra a transformação do sonho em realidade.

– Ficou parado esse tempo todo. A manutenção era bem pequena e quase não representava uma despesa para o clube. O engraçado é que, na época, Patricia Amorim era minha nadadora. Fico muito feliz que, mesmo depois de tanto tempo, teremos o CT e isso vai passar pelas mãos dela. É uma promessa feita por ela – lembrou o expresidente George Helal.

VALORIZAÇÃO

O vice de patrimônio do Flamengo, Alexandre Wrobel, responsável pelo projeto do Ninho do Urubu, é realista ao admitir que o clube não teria condições de comprar, hoje, o terreno em que será construído o CT do Fla.

Em 27 anos, o terreno sofreu uma valorização de 6.900%.

O preço médio do metro quadrado no local, segundo informou a JCN Imobiliária, é de R$ 2.500. O clube rubro-negro, então, precisaria desembolsar R$ 350 milhões para ter a área de 140 mil metros quadrados.

PASSO A PASSO DA CONSTRUÇÃO DO CT

A posse

O Flamengo comprou o terreno no dia 30 de agosto de 1984. Inicialmente, o CT seria destinado à base, como contou George Helal. Não foi formalizado, porém, um projeto.

Primeiras intervenções

A manutenção da área original de 174 mil metros quadrados não representava muitos custos para o clube. No início dos anos 90, na administração do ex-presidente Márcio Braga, foram feitas irrigações nos dois primeiros campos.

Projeto efetivo

Em 2005, o clube teve de atender a várias determinações feitas pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro para poder usar a área. O projeto real do Ninho do Urubu começou a ser concebido a partir de 2008.

A VALORIZAÇÃO DO NINHO

O Flamengo efetuou a compra do terreno em Vargem Grande, em agosto de 1984, por 300 milhões de cruzeiros. O pagamento foi à vista. Essa quantia, hoje, pela correção monetária do IPCA/IBGE, corresponde a R$5.055.160,31. De acordo com avaliadores do mercado, se o Fla fosse comprar o terreno, atualmente, teria de desembolsar R$ 350 milhões.

Valor na época
Cr$ 300.000.000,00
Correspondente atual
R$ 5.055.160,31
Valor atual do terreno
R$ 350.000.000,00
(Lancenet)

 

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Primeiro lote da 'Campanha dos tijolinhos' do Fla está esgotado

Começo da obras para a construção do CT está previsto para janeiro

O vice-presidente de marketing do Flamengo, Henrique Brandão afirmou nesta quarta-feira que as obras para a construção do novo Centro de Treinamento do clube está previsto para janeiro. Segundo o dirigente, estão esgotados os 5 mil tijolinhos do primeiro lote da campanha "Rubro-negro para sempre" e já foram arrecadados R$ 1,25 Milhões com as vendas. Espera-se que até o carnaval o segundo lote da campanha também esteja esgotado.

Em relação a um novo patrocínio para o Flamengo, Henrique garantiu que o clube ainda negocia com algumas empresas. O contrato com a Batavo, principal patrocinador, termina no dia 31 de dezembro.

- Esperamos anunciar o novo patrocinador até esta data (31 de dezembro). Estamos negociando com algumas empresas. Há algumas propostas no mercado. Estamos otimistas em conseguir um valor semelhante, ou até mesmo superior, aos R$ 29 Milhões da Batavo e da BMG juntas - disse o vice de marketing.

O Flamengo ainda sonha com a contratação de Ronaldinho Gaúcho. Porém, ao ser perguntado se o clube formula um projeto específico para trazer o craque, Henrique Brandão negou.

- Especificamente não, mas é lógico que estamos aqui para ajudar o clube. Estamos sempre elaborando projetos, mas vamos aguardar. Essa negociação cabe ao futebol do Flamengo. Estamos tranquilos. Há um desejo já manifestado da presidente Patrícia Amorim, mas para ser concretizado ainda é preciso dar um passo muito grande - concluiu. (Lancenet)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Flamengo pode ter fundo extra para a reforma do CT

Clube negocia dívida da Cosan, no valor de R$ 7,7 milhões, e dinheiro deve ser revertido na estruturação do Ninho do Urubu

O Flamengo deve ganhar um fundo extra para o seu projeto de reforma do CT do Ninho do Urubu. A Cosan, dona da Esso, já acenou positivamente quanto ao pagamento da dívida de R$ 7,7 milhões que possui com o Rubro-Negro. O dinheiro, então, seria revertido à área patrimonial, onde a prioridade da gestão está na estruturação do futebol profissional e de base.

Nesta segunda-feira, o Conselho Deliberativo do clube aprovou a proposta de negociação da dívida. Porém, um dos ítens, que seria o aluguel de um terreno na Gávea para a distribuidora, acabou vetado pelos beneméritos.

- A presidência, agora, irá negociar essa dívida com a Cosan, que, pelas informações que tenho, vai topar o acordo - disse o presidente do Conselho Fiscal, Leonardo Ribeiro.

A dívida da Esso foi acumulada nos 30 anos em que administrou um posto de gasolina na sede do clube. Em 2009, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou o pagamento do valor integral por parte da empresa devedora. Esta, no entanto, recorreu e o membros da diretoria apresentaram a proposta de negociação na tentativa de receber parte do valor integral, que gira em torno dos R$ 11 milhões.(Lancenet)