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terça-feira, 12 de julho de 2011

Aposentados da CTC protestam contra irregularidades em terreno vendido

Segundo os manifestantes, o dinheiro da venda de terreno em Niterói foi repartido entre os funcionários devido a um acordo com o Estado, em virtude de antiga dívida com a categoria

Aposentados do antigo Serviço de Transporte Coletivo do Estado do Rio de Janeiro (Serve) – posteriormente, CTC-RJ (Companhia de Transportes Coletivos) – protestaram na manhã desta segunda-feira na Rua Marechal Deodoro, em frente ao Supermercado Guanabara, no Centro de Niterói, denunciando suposta irregularidade no rateio do valor arrecadado com a venda, pelo Sindicato dos Empregados em Transporte Rodoviário de Niterói, do terreno, onde fica o antigo Abrigo dos Bondes, à rede de supermercados. 

Segundo os manifestantes, o dinheiro da venda do terreno foi repartido entre os funcionários devido a um acordo com o Estado, em virtude de antiga dívida deste com a categoria. Os ex-rodoviários alegam, no entanto, que o resultado da divisão não condiz com o valor real da venda. 

De acordo com o advogado Almir Braga, há dúvidas sobre o real valor da venda e quanto ao número de funcionários com direito ao rateio. 

“O Sindicato diz que mais de 700 funcionários tinham direito à divisão, o que não bate com a listagem que possuímos, de apenas 601 trabalhadores”, diz. 

Segundo o advogado, o valor da venda, alegado pelo sindicato, foi de pouco mais de R$ 13 milhões, que dividido pelos 601 trabalhadores resulta em pouco mais R$ 21 mil para cada um – e não R$ 14.590 conforme foi pago. 

Enéas da Rocha Fernandes, 59 anos, acredita ter mais dinheiro a receber. 

“Pelos nossos cálculos, devemos receber mais R$ 7 mil cada um”, polemiza. 

O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Rubens dos Santos Oliveira, afirma que não houve qualquer irregularidade no processo de venda e divisão do dinheiro. Ele ressaltou que tudo foi resolvido em assembleia, da qual participaram mais de 400 funcionários da antiga estatal. 

“O terreno foi vendido ao grupo do Guanabara por cerca de R$ 13 milhões, valor, inclusive, superior ao que o Sindicato havia adjudicado de R$ 8,810 milhões. Desse valor, conforme foi exposto em assembleia, tivemos que pagar R$ 1,762 milhão de honorários e R$ 483 mil do laudêmio, restando R$ 10,754 milhões para serem divididos entre 737 funcionários – e para quem duvida, a listagem está à disposição para ser consultada”, ressalta.(O Fluminense)

sábado, 2 de outubro de 2010

Idosos ficam sem auxílio com greve dos bancários e sofrem nas filas


Tempo mínimo de espera para uso de caixa eletrônico é de 25 minutos, mas foram a única solução. Todas as 72 agências bancárias existentes em Niterói aderiram à paralisação

A greve dos bancários – que reivindicam 11% de aumento salarial, participação nos lucros e melhorias de condição trabalho – continua causando transtorno para a população niteroiense, principalmente, para os idosos. No segundo dia de paralisação as agências estavam com enormes filas e tempo de espera mínimo de 25 minutos para o uso dos caixas eletrônicos. Todas as 72 agências bancárias de Niterói, segundo o sindicato da categoria, aderiram à greve, que continua por tempo indeterminado.

De acordo com o sindicato dos bancários de Niterói e Região, nesta quinta-feira não houve assembleia para definir os rumos da greve, que continua na sexta-feira, sem data para terminar. “Não houve assembleia porque os bancos não voltaram a negociar com a categoria. Estamos com 100% de adesão, e vamos continuar assim na sexta-feira”, afirmou Jorge Antônio de Oliveira, presidente do sindicato.

Na agência do Banco Itaú, na Rua Doutor Paulo Alves, no Ingá, apesar do caixa preferencial, os idosos não tinham com quem solucionar dúvidas e se arriscavam a ficar sem o dinheiro da aposentadoria. Única maneira de sacar o dinheiro nas agências, os caixas eletrônicos estão sendo muito procurados.(O Fluminense)