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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Anderson Silva e Vitor Belfort fazem a luta do século no UFC 126

Brasileiros definem quem será o campeão dos médios em card que conta com Jon Jones, Ryan Bader, Rich Franklin e "Tá Danado"

O tão esperado dia está bem perto de chegar. Vitor Belfort e Anderson Silva se enfrentam a partir da 1h deste domingo, em Las Vegas, no UFC 126. Os brasileiros finalmente colocarão fim às d´puvidas que rondam a luta do século e decidirão quem será o campeão dos médios do UFC.

A luta é cercada de expectativa também pelo clima que se criou nos últimos dias. Anderson Silva quase grudou o rosto no de Vitor Belfort durante a encarada após a coletiva de imprensa do evento na quarta-feira, no melhor estilo Chael Sonnen antes do UFC 117. Tudo isso pela raiva do passado, de ver um ex-companheiro de treinos implorar por uma luta com ele mesmo.

Anderson não assume publicamente que quer se livrar desse trauma e tenta sair sem polemizar quando o assunto é saber se isso o irrita.

“Nada me irrita. Nada. Na verdade, o que me irrita é desigualdade e covardia. Eu tenho minha motivação, que é fazer o que eu amo. Sou um funcionário do UFC e quero deixar todos muito felizes”, despista Anderson.

Do outro lado, Vitor Belfort tenta alcançar o cinturão pela terceira categoria diferente. Campeão dos pesos pesados e dos meio-pesados, o brasileiro pode tomar o título após uma tentativa frustrada no UFC 112, quando teve de dar lugar a Demian Maia por causa de uma lesão no ombro.

O brasileiro, aliás, não luta desde setembro de 2009. Esse tempo parado, aliás, não chega a preocupar Vitor, mas deixa uma dúvida na sua cabeça sobre como será sua reação em cima do octógono.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Rivais nos ringues, Anderson Silva e Vitor Belfort brigam por melhor imagem dos lutadores no país

Atletas se reuniram na coletiva de imprensa para o anúncio do UFC Rio na quarta-feira

Reunidos para a coletiva de imprensa da apresentação do UFC Rio, os rivais Anderson Silva e Vitor Belfort, além do lendário Royce Gracie aproveitaram a oportunidade para defender a limpeza da imagem do esporte no país.
Para o maior lutador da atualidade, Anderson Silva, a realização de um evento na capital carioca é a melhor maneira de mudar a visão que o grande público tem do esporte. 

- É a grande oportunidade para a gente, aqui no Brasil, melhorar a nossa imagem e mostrar que o UFC é esporte. Eu penso muito nisso, em mudar muita coisa, em ser exemplo para as crianças, ídolo delas. Precisamos mudar essa imagem do esporte que muitos têm no Brasil.

Apesar de o MMA (sigla em inglês para Artes Marciais Mistas) ter sido criado na cidade do Rio há mais de 70 anos pela família Gracie, o esporte só se popularizou quando empresários americanos compraram a franquia e apostaram na modalidade.

Nesse meio tempo, os lutadores brasileiros receberam o estigma de brigões e sofrem até hoje com o preconceito no país.

Mais jovem campeão do UFC, quando tinha apenas 19 anos, Vitor aproveitou o assunto para criticar a resistência da imprensa com relação ao vale-tudo. 

- Desde os 19 anos eu luto profissionalmente e sinto uma resistência grande por parte da mídia quanto ao UFC. Esse esporte é entretenimento, educou o público. Muitos têm medo de chegar até nós. Somos humanos. Uma vez um jornalista me perguntou o que eu faria se alguém batesse no meu carro? Eu respondi: 'Se baterem no carro do Pavarotti ele vai descer cantando uma ópera?'. Esse preconceito nos atrapalha e afasta patrocínio. Fico feliz em ver esse salão lotado de jornalistas. Todos serão contaminados por esse vírus positivo do UFC.

Vencedor das primeiras edições do torneio e filho de Hélio Gracie, o criador do esporte, Royce fez coro à defesa ao MMA e chamou atenção para as regras da modalidade.

- Meu pai começou a lutar aqui no Rio. A cidade é o coração da luta. Aprendi com meu pai a lutar, não a brigar. O UFC é esporte, tem regra, juizes. Se uma criança quebra um braço jogando futebol, não quer dizer que a modalidade seja violenta. (R7)